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Postagens

Whisker Wonderland: happiness and health connected in a comfortable pawridise

Source Image: illustration generated using Microsoft Designer Is your cat happy? Every cat has different tastes and needs when it comes to their well-being, and many still are a mystery for most people. For cats, a good and comfortable environment is not optional; it is essential . Many diseases and unwanted behavior in felines occur because of an inadequate environment …and this inappropriate behavior is a main cause of pet abandonment and euthanasia.   A comfortable home is fundamental for physical health, emotional well-being, and good behavior . In addition, environmental needs are more than physical space: it also includes affecting social interaction , including human contact - yes, cats like to interact with their humans! According to the American Association of Feline Practitioners (AAFP) and International Society of Feline Medicine (ISFM), there are 5 pillars  to embrace when aiming for a better environment for cats. These guidelines allow both cat caregivers and vet...

When Your Magic Pills Are Called Burpee

  Fonte: imagem feita por IA via Microsoft Designer   Everybody knows someone who takes medicine every day , or has chronic pain …or even both.   My modern issue is anxiety , and it has become worse during the pandemic . Since 2020, I have been working from home more than 90% of the time. It was amazing in the beginning; my routine is flexible, and I can decide when and what I will do throughout my day.   As a good Sagittarius woman, I love to be free to decide my commitments. However…again, as a good Sagittarius woman, I have a lot of energy, and it became a problem . Moreover, it was not the flexibility of time that became a big deal , but the flexibility of…my body. Working from home shows me how anxiety may be a problem; I couldn't focus on work and I felt restless on my chair.   Yes…I have tried to decrease the caffeine, but it did not work. Three 250 ml cups of coffee were not the issue - maybe a little. My psychologist even thought that I could have A...

The Writer's Craft

 Fonte: Imagem criado por IA via Microsoft Designer   Have you ever thought about what a writer does ? Or what does “ be a writer ” mean? I am more than the person who writes texts. I am more than the person who grabs formulas. My role in this game of life is to give voice to those who are not able to reveal themselves . I harmonize words to send a message…or maybe two or three. I translate what is tough to say…and maybe is embarrassing to say out loud . I bring your thoughts to the outside of your soul . I am open to your emotions in order to spell to this plane what is invisible to our eyes . My letters twirl on the paper , finding the perfect beat to synchronize throughout their cadence. My purposes, blended among the lines and paragraphs, reflect each feeling that I felt…and draw a picture of your wish. Like a warm coffee on a cold Monday, the arrangement of my words can make you sigh . Like the crying of a violin, I can leave stains of tears from my 0.7 graphite. My ...

Que história contarei hoje?

Quando criei o blog, desejei publicar várias de minhas histórias aqui na Internet para que ficassem disponíveis a quem interessar. Não queria deixá-las escondidas, esquecidas nas páginas do meu caderno de escrita.  Histórias nasceram para serem contadas ; não para serem enterradas na gaveta, transformadas em palavras mortas.  Naquelas linhas haviam algo, não apenas rabiscos ordenados. Naquelas linhas haviam vidas, luzes cursivas reluzindo fantasias. Já era automático: grande parte do dia eu passava observando tudo o que acontecia ao redor para registrar mentalmente ideias que poderiam virar postagens. Qualquer detalhe ou casualidade, por mais discreto que fosse, tinha o potencial de se transformar num evento bem maior.  As possibilidades são infinitas quando dimensionamos um conceito para além da objetividade.   É um campo em que o literal não predomina; ele é facilmente sobrepujado pelo imaginário. Devaneios emergiam de conversas aleatórias, de folhas curvando-se a...

Café introvertido ~

    Há cinco anos eu redigia aqui um conto de guardanapo. Relendo-o,  parece que foi há muito mais tempo que eu estava sentada naquela cafeteria olhando ao redor e rabiscando o papel à minha frente.    Algumas coisas não mudaram: continuo pedindo meu café numa mesa tranquila enquanto observo as pessoas ao redor. Porém, agora a cafeteria está mais vazia, e os poucos clientes presentes portam uma máscara em seu colo.    Raramente pego um guardanapo para rabiscar, evitando tocar em utensílios públicos na medida do possível. Já faz uns anos que sempre tenho comigo um caderninho na bolsa, dispensando a necessidade de pegar um papel do local para escrever.    Na falta daquele, conto agora com meu smartphone para gravar qualquer ideia que pipoque da mente sem aviso. As pessoas ao redor continuam concentradas em seus projetos; entre um gole e outro, seus olhos percorrem a tela que carregam, resolvendo questões ou dando risada.    Alguns est...

Espelho de Mulher

Escrevi e publiquei esse conto em 11/06/2012 num outro blog que tinha. Por algum motivo, fiquei com vontade de (re)postá-lo em meu blog pessoal para deixar registrado. Gosto dele, e não alterei nada pois gostaria de manter o estilo de escrita que eu tinha há oito anos. Não sei o quanto mudou, até porque nunca mais escrevi (e quem sabe esse ano isso mude...). ----------------------------------------------------------- ESPELHO DE MULHER Delicados vasinhos carregando flores violetas enfeitavam o criado-mudo daquele quarto. Suas pétalas brilhantes harmonizavam-se com o papel creme das paredes. Suaves, tranquilizantes, traziam paz para aquele cômodo. Próximo a janela ficava a penteadeira. Um grande espelho com molduras bem trabalhadas estendia-se no centro daquela mobília. Duas gavetas cheias de utensílios femininos a completava. Julinha adentrou em seu quarto e pôs-se sentada perante aquela tela refletora. Observou, curiosa, para aquela superfície mágica que desenhava sua pe...

Ócio, café, sofá ~

Meu ano começou mais tranquilo do que eu esperava. Ao contrário dos dois anos anteriores, sobra-me mais tempo para ficar jogada no sofá olhando pela porta de vidro da sala. O dia está quente, a criançada grita lá fora. Estamos em março e o verão parece não ter pressa alguma de ir embora. Já olhei as notificações do celular umas oito vezes, e não consigo parar para entender o que se passa em minha mente. Meu problema com a ociosidade é exatamente ela: deparo-me com tanto tempo livre que fico sem saber por onde começar a aproveitá-la. Aí me pego aqui, largada na sala sem fazer e pensar em nada concreto.  Um pensamento vem e logo é atropelado por mais cinquenta. Não consigo focar em uma coisa só. Tudo vindo ao mesmo tempo, querendo a mesma atenção, e nada sendo devidamente processado. Uma cacofonia mental gritando em minha cabeça enquanto beberico minha quinta xícara de café do dia. "O café está bom. Verdade, tenho que finalizar aquele texto. Não terminei de ler aqueles trê...

O Pianista ~

Esse conto fez parte de um "desafio literário", no qual eu precisava criar uma história que contivesse as palavras Piano , Sorvete , Terremoto e Dragão como elementos significativos. ~~~ O PIANISTA Se tem algo que me deixa com a maior preguiça é o calor, pelo menos quando fico trabalhando em casa (se fosse para passear, não veria problema). Meu apartamento não é dos maiores, muito menos dos mais frescos. O sol bate na sala de manhã, e a tarde fica ali esquentando meu quarto. Se não fosse pelo meu ventilador e potes - e mais potes - de sorvete, já teria derretido  fazia tempo. Em dias como esse, minha gata, Sonata, fica esticada no azulejo frio da cozinha, subindo no sofá apenas ao final da tarde. Nossos dias de verão têm sido assim desde que nos mudamos para cá, há aproximadamente dois anos. Sonata apareceu para mim como uma bichana toda estrupiada na rua, com seus pelos amarelos e brancos bem judiados e falhados. Hoje, fica enroscada em algum canto da ca...

Telefonema, alô, bom dia ~

Estava num meio de um sonho doido quando algo no mundo real me tirou da fantasia. Um "algo" estridente. Um "algo" incessante e persistente. Junto do som que me despertara, o barulho de uma vibração sobre a madeira do criado-mudo colaborava para tudo aquilo se tornasse mais irritante.  Era meu celular tocando. E não, não era o despertador. Era alguém me ligando. "Quem me ligaria a essa hora?". Olho para o relógio e vejo: 11h40. É, acho que seria um horário comum para alguém ligar. O número da tela é desconhecido para mim, e logo prevejo que só perderia meu tempo atendendo. Deslizo o botão verde da tela. "Alô?" Um breve silêncio. Aquele silêncio que conheço MUITO bem e faz eu lembrar que não deveria ter atendido mesmo. Antes que desse tempo de eu desligar, surge um voz do outro lado da linha: - Boa tarde, poderia falar com a senhora Vivian? Isso. Meu nome. Dito com todas as letras. Nem mesmo "o proprietário d...

Entre balas e doces ~

Em meus 24 anos de existência, percebi que minha paixão por doces foi diminuindo. Bom, nunca fui aquela formiga louca por uma guloseima melada de tanto açúcar! Mas gostava de ir até as vendinhas do bairro gastar minhas moedas em balas e chicletes. Contava cada centavo que tinha pelo meu quarto e trocava por um saco cheio de docinhos variados, que acabavam até o dia seguinte. Era divertido ficar rodando o baleiro, sempre na esperança de encontrar algum sabor diferente. Mesmo quando não encontrava, não me importava. Estava feliz com o que via ali: bala de maçã verde, morango, coca-cola e aquela salada de fruta na parte das Dimbinhos. Me acabava. Dentre as simples às recheadas das balas, as que mais gosto são aquelas que parecem puras pedrinhas de açúcar. Coloridas, retangulares, ou até circulares com um vazio de coração no centro, estas são as que mais me dão prazer de comer. Se esfarelam a cada mordida, porque não resisto apenas aguardar se desfazer na boca. E sinto cada peda...

Contos de guardanapo ~

Já faz três anos que conheço essa cafeteria, e sempre que posso, dou uma passadinha aqui nos finais de semana para saborear um café da tarde enquanto crio minhas histórias. Gosto desse ambiente aconchegante, luz baixa, com uma decoração vintage e poltronas para se acomodar em vez de apenas cadeiras convencionais. Muitos vêm para cá para trabalhar, sejam adultos ou jovens. "Café" e "Produtividade" combinam, não tem como negar. Porém, ao contrário da maioria, não trago meu notebook para cá, e sim meu bom e velho caderno. Não me sinto segura de sair por aí com uma artefato caro por essas ruas paulistanas, ao menos um caderno e uma Bic (ou lapiseira) são muito menos tentadoras de serem roubadas do que um computador portátil. Às vezes, venho para esse tipo de lugar não apenas para criar, mas também para prestar atenção às conversas à minha volta. Não, não faço isso porque gosto de cuidar da vida alheia. Na verdade, meu intuito é ouvir diferentes histórias que ...

Refúgio caótico ~

Às vezes, tudo o que mais quero é me esticar num gramado e sentir o solzinho de inverno tocar minha pele, enquanto um bando de maritacas se exaltam numa árvore próxima.  Não conheço muitos lugares no meio da cidade para isso, e faz uns anos que passei a ter uma visão negativa dos parques de São Paulo: pedaços de terra “ilhados” em meio à selva ~suja~ de pedra, que tentam passar a falsa impressão de que aqui na metrópole, você ainda pode se manter conectado à natureza.  Parece uma forma de tentar compensar a enorme poluição química/visual/auditiva/psicológica que Sampa bombardeia diariamente sobre nós. Fico sentada num desses parques, cercada  por árvores, gritos de criança, ouvindo as buzinas nervosas do outro lado do portão, sem encontrar a calmaria primária que eu procurava.  Consciente de que ainda me encontro em meio ao caos.  Vivendo uma experiência artificial do que eu desejava. Cidadãos que não parecem enxergar o mundo em que vivem; olh...

Resenha: "A Morte de Ivan Ilitch", de Lev Tolstói

Deve fazer seis anos desde que li um livro de um russo pela última vez, lembro que ainda estava no cursinho quando peguei “Noites Brancas”, de Dostoiévski. À propósito, um conto excelente. Ainda me recordo da narrativa, da tristeza do personagem, porém, não me identifiquei tanto como nessa novela de Tolstói. Como o próprio título já diz, esse livro conta a história de Ivan Ilitch antes de sua morte. Talvez, saber apenas isso não é muito atraente para fazer alguém ter vontade de ler. “Uau, fala da vida de um cara aleatório”. Porém, o que surpreende ao decorrer da novela é a sensibilidade colocada em cada linha. Ivan Ilitch era um juiz super dedicado à carreira, admirado pelos colegas (e invejado por outros), ganhava super bem, vivia entre a alta sociedade, no meio de pessoas de posição elevada, era casado, tinha filhos, etc. Um dia, enquanto arrumava seu novo apartamento, sofre uma queda e se machuca. Entretanto, achando que não foi nada, continua seguindo a vida normalment...