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Mostrando postagens de 2015

Garrancho nosso de cada dia...~

Lembro nitidamente de meus tempos de escola que todas as garotas da sala, independente se estávamos na quarta série, tendo 10-11 anos, tinham letras LINDAS.  Sempre que alguém precisava pegar matéria para copiar, era sempre escolhido o caderno de alguma das alunas, de preferência a mais CDF, mas podendo ser de qualquer uma, desde que fosse menina.  Os garotos geralmente tinham aqueles famosos garranchos, e alguns piores que dos outros, carinhosamente referidos mais como hieróglifos do que letras. E se algum tinha letra bonita, era motivo de espanto para a sala.  Em dias de prova, lembro de professores pedindo com todo amor do coração para que os alunos escrevessem com letra legível, porque era quase impossível corrigir questões que eles nem sabiam o que estava escrito. Por um tempo, lááá no prézinho, os professores costumavam utilizar cadernos de caligrafia para que treinássemos a letra cursiva. Praticamente todo dia tinha lição de casa usando-o, para sempre fi...

5º Simpósio “Aprender com Cultura e Extensão”

Após mais um ano como bolsista do programa “Aprender com Cultura e Extensão” (mais informações no final), enfim chegou o dia de expor esse trabalho para professores da comunidade USP. O “Simpósio Aprender com Cultura e Extensão” encontra-se em sua quinta edição e, desta vez, foi realizado no campus de São Carlos. Ele ocorre até amanhã (18/11) com as apresentações dos projetos da Área de Humanas.  Hoje, todos foram da área de Biológicas e Exatas. Além da Solenidade de abertura, o primeiro dia do evento contou também com uma palestra ministrada pela Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e uma apresentação da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Não só apresentei meu projeto como aproveitei para conhecer aquele campus, pois nunca tinha pisado na vida. Fiquei maravilhada com a beleza do lugar (assim como fiquei com a ESALQ). Não que seja suuuuuper diferente e exótica; pelo contrário, há uma boa área arborizada, prédios similares c...

"Quem ainda lê revistas??" ~

Esses dias estava lendo artigos na internet, e na busca de matérias pelo Google, deparo-me com uma notícia antiga que falava do corte que a Editora Abril realizou uns anos atrás, fechando várias publicações e demitindo uma galera. Chamou-me a atenção um post de um blog aleatório que comentava isso, alegando que era previsível pois “hoje em dia, quem ainda lê revistas impressas?”. Achei engraçado o jeito que a questão foi colocada. Posso estar enganada, mas pareceu julgar que só gente esquisita ainda compra revistas impressas. Lembrou-me muito o debate que teve sobre a possível extinção dos livros perante os e-books. Sinceramente, assim como estes, creio que ainda há muitos que preferem uma leitura de papel do que virtual. Eu mesma acho muito melhor estar ali, com a publicação em mãos, folheando-a e fazendo marcações pessoais (caso ache necessária) do que fazer isso numa tela iluminada. Sei lá, parece-me muito superficial, maior sensação de que no virtual não existe, é só uma...

Alfredo ~

(Talvez esse conto não faça sentido para alguns. Foi baseado em histórias internas de RPG online nos anos de 2006-2007) Já fazia sete anos desde que se aposentou de seu emprego de mordomo. Costumava trabalhar para uma moça que morava sozinha, mas vivia recebendo visitas de amigas. Não reclamava. Sempre gostou do seu trabalho, principalmente das viagens que elas o levavam.  A casa constantemente estava cheia. Achava engraçado ver aquelas garotas (ou já se poderia dizer mulheres?) na maior algazarra feito meninas numa festa do pijama. Apesar de agora estar tranquilo em sua vida, podendo acordar a hora que quiser, usar o tempo como preferir, sentia falta da agitação daquela casa. Alfredo morava sozinho numa casinha no interior, não tão distante de onde servia. Às vezes se sentava perto da janela, bebericando um delicioso café que só ele sabia fazer (e que a mocinha gostava muito).  De lá, era possível ver parte da casa onde trabalhou, que hoje, estava vazia. Sua morado...

Vai de Bic? ~

Os atletas têm seus equipamentos prediletos. Os cozinheiros seus utensílios.  E os escritores suas canetas.  Nem precisa ser profissional para ter preferências, basta gostar de escrever. Desde criança sou apaixonada por papelarias. Sempre que tinha chance entrava em uma. Até hoje carrego esse hábito. É automático me enfiar nos corredores cheios de canetas diferentes, me despertando tremeliques e paixões. Uma caneta é mais do que uma caneta; é minha companheira de trabalho e criação. Ela que transfere minhas ideias para o mundo real, seja em palavras ou rabiscos, dando um toque único e pessoal às anotações.  Por isso, é sempre um ritual quando uma acaba e preciso comprar outra.  Sou dessas que adora testar canetas diferentes, avaliando a cor da tinta, como sai da caneta, se borra muito, como desliza pelo papel, a “maciez” na hora de escrever, praticidade, estética, etc.  Ao contrário de muitos, sou adepta às pontas médias à grossas. Sinto um confor...

Quando você não segue o planejado ~

Antes de vir para Pirassununga, passei vários meses pensando e filosofando como eu iria utilizar o tempo livre pós-aulas. "Não vou gastar 4h para ir e voltar como em Sampa, então terei 4h para fazer o que quiser"; "Aeee, vou ter tempo para ler e tocar o blog de novo!". Aí trouxe livros e folhas, crente que colocaria leitura em dia e teria horas suficientes para pensar e criar novos textos...mas não. A única coisa que NÃO fiz foi criar contos novos, no máximo apenas escrevi posts pessoais dos meus dias (para não perder hábito de escrever). Não que isso seja algo ruim; ao contrário, foi sinal de que andei me ocupando com outros assuntos. Primeiramente, a maior preocupação foi tentar organizar o quarto, cujo espaço é mínimo e os armários muito mal planejados (particularmente falando, pfvr). Anda sendo uma terapia ficar tentando colocar cada coisa num lugar estratégico, como um quebra-cabeça, caso contrário, ficaria uma zona amontoada. A segunda coisa que tem tomad...

O dilema da maquiagem matinal

Maquiagem são coisas lindas e mágicas! São ótimas BFFs para disfarçar imperfeições que faz você se sentir um Orc. Elas deixaram de ser só itens de embelezamento estético para virarem aliadas na proteção e hidratação da sua pele, ou seja, super presentes na vida de uma pessoa mega vaidosa como eu. Porém, ter que passá-las corretamente...dá trabalho. Toda manhã (repito: TODA) sempre fico naquele dilema: faço maquiagem ou não? Não sou dessas que se sente feia sem makeup algum, mas óbvio que um pouquinho aqui ou ali pra realçar os pontos que mais gosto sempre faz um bem para a autoestima.  Um detalhe a mais que admiro sempre que passo por uma superfície refletora.  Não que eu faça algo mega elaborado (até porque não sei); costumo só delinear os olhos e usar batom.  Quando estou com muita boa vontade, mas MUITA mesmo, passo um rímel. E por quê? Simplesmente porque acho um saco estar com os cílios mais elevados e cobertos com uma substância preta. Me incomoda. Ela me...

Primeiras impressões ~

Pirassununga, 11 de agosto de 2015. Hoje é o quinto dia que estou aqui, diariamente correndo das 8h às 18h com aulas. O tempo para "descanso" entre aulas é meega apertado, principalmente a hora do almoço. Infelizmente, como os circulares costumam ser de uma em uma hora, não posso me dar ao luxo de perder nenhum, ou simplesmente não entro mais na aula, algo bem diferente do campus da capital. Ainda não tive a oportunidade de sair explorando o campus, mas pretendo fazer isso o mais breve possível. Quem sabe nesse fim de semana mesmo. Fotos dos animais não sei se conseguirei, já que nas aulas práticas estarei ali com eles para estudar, não para um "momento turismo". Quem sabe eu consiga fotografar algum animal diferente, como tatus, seriemas, tucanos e araras (alguns desses já vi das últimas vezes que estive aqui). Gosto MUITO de fotografar. Se não me engano, reiniciei o blog com fotografias pelo campus de Sampa. Hoje a tarde, graças à um incômodo gerado p...

Meu cafofo, meu lugar ~

Quando mais nova, tinha o costume de sair por aí para buscar inspiração para meus textos, ou simplesmente saía para sentar em algum canto e ficar desenvolvendo minhas ideias. Sentia-me melhor fazer essa atividade fora de casa, num ambiente com “mais vida”. Quem sabe se aquelas pessoas ao redor me renderiam alguma história. Às vezes, saía pelo simples fato de querer sair.  “Por que ficar em casa fazendo nada se posso fazer nada em outro lugar?”. Confesso que, mesmo gostando MUITO de ficar em casa na tranquilidade, muitas vezes isso me incomodava. Era estranho pensar que conseguia uma maior produtividade estando fora, em ambientes barulhentos do que no silêncio do lar. Não que eu ligue para esse negócio de “Aah, não é bom levar o trabalho para o cômodo em que repousamos”. Meu quarto é meu império. Meu mundo particular limitado à quatro paredes. Okay que várias vezes esse meu universo parecia beeem caótico devido à minha bagunça rotineira.  Na hora de escrever ou es...

Para uma ocasião especial chamado nunca ~

Creio que todo mundo já guardou alguma coisa que teve dó de usar depois.  Mais ainda, comprou algo porque achou bonito, mas sempre adiou o momento de estrear.  Ou até mesmo usou, mas economizava tanto, com medo de acabar, que acabou vencendo (e ainda restava uns 70% do produto; 70% indo pro lixo, ou 70% de uma parte do seu dinheiro "investido" nele que você jurava que estava aproveitando da melhor maneira possível, sem desperdício). Tinha acabado de me mudar. Estava animada em organizar as coisas em meu quarto.  Como era lindo ver aquelas gavetas, bancadas e armários vazios, tendo a chance de arrumar como quiser, tentar fazer melhor do que como estava antes!  Retirava os itens da caixa animadamente, revendo coisas que nem lembrava que existia. Cada caixa uma surpresa, parecia uma criança.  Encontrei monte de canetas que nunca foram usadas; adesivos de agenda e caderno intactos; papeladas infinitas que eu nem sabia porque estavam ali; chaveiros qu...

Fantasia real de uma realidade sonhadora ~

"A magia está nos olhos de quem vê." Uma frase tão cliché mas que faz todo sentido. Não apenas uma oração para sair declamando por aí como se tivesse descoberto o sentido do mundo. Não queria que fosse apenas a realidade de meus olhos, inexistente para o resto do mundo. Queria que todos vissem o que vejo, com a mesma clareza, e quem sabe, intensidade de emoções.  Aah se tudo isso fosse real...me pouparia de muitas dores ao decorrer das noites. Dores que pensei que não sentiria mais. Não tão cedo. Poupar-me-ia também o tempo investido em sonhos que não se tornarão reais, mas que confortam-me nas entrelinhas da ilusão. Mesmo que pouco, abraçam meu coração, selando suas lágrimas num beijo doce e gelado. Sorrisos que não sei se me alegram ou me machucam, um olhar que não sei se quero encontrar.  Às vezes tudo parece certo, mas no instante seguinte parece um erro.  Cenários conhecidos que temo o que pode se seguir, pois conheci essa história e já vi como é o f...

E sempre terá uma próxima vez...~

Dois meses? Quatro semanas? Talvez um mês e alguns dias? Ou se passaram três e nem percebi? Não me recordo qual foi a última vez que sentei para escrever, só tenho a sensação de que faz muito tempo. Depois olho com carinho para ver o tempo exato, pois agora não há importância. O ano de 2015 têm sido absurdamente surpreendente para mim, tanto de forma positiva como negativa.  Apesar das muitas quedas que sofri, encontrava algo interessante pelo chão, levantando-me e levando-a comigo. Que sempre é possível tirar uma lição das situações, não é novidade, mas o que realmente mexe comigo é quando essa “lição” gera uma epifania interior.  Sabe quando algo passa a fazer sentido e isso faz você mudar de atitude e olhar o mundo de outra forma? Passa a ter vontade de começar a fazer diferente? Pois bem. Aquela história de que “a vida é um ciclo” pode ter vários significados, todas dependendo de um contexto. O que andei reparando é que, não apenas é um ciclo, mas um ciclo vi...