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domingo, 29 de novembro de 2015

Além daqui, além de lá ~




Parece meio místico pensar que posso dividir o peso com o vento, a lua e as árvores. A brisa fria tocando minha pele, não deixando eu mergulhar tão fundo aos pensamentos; a luz branca do luar iluminando o caminho e fornecendo um conforto como sempre me proporcionou; as árvores em sintonia com o vento, chacoalhando seus galhos, fazendo soar uma refrescante melodia que me prende a atenção. Talvez pensar demais num assunto não seja o ideal. Fixar os olhos no chão enquanto caminho sem rumo menos ainda.

É olhando para frente que encontro a maioria de minhas respostas. Literalmente para frente. Parece tão óbvio, mas depois de ouvir e refletir nessas palavras que me dei conta como não fazia isso. Seja achar ideias, ou pensar em soluções para problemas que a vida trás, tinha o hábito de fechar-me em mim, olhar para dentro, achando que todas as respostas sairiam daqui, que EU que deveria buscá-la...até o dia que arrisquei olhar para o horizonte.

Além de mim, além do meu interior, olhar o mundo e ver um terreno profundo e ilimitado, que me puxa pro seu infinito, me mostrando outras trocentas possibilidades e caminhos, que fechada em mim não encontraria. Durante todo esse tempo me rodeando, mas até então ignorado, como se não pudesse tirar nada do que está de fora do meu próprio universo. 

A mente parece clarear quando vejo a amplitude à minha volta, ver que há mais coisas do que somente à mim. Há mais onde se apoiar. Sem pensar, sem se preocupar, apenas sentir a vida ali. Sentir cada elemento, e recordar que faço parte de um Mundo, e não apenas do Mundo dentro de mim. Uma maneira de me distanciar, mas sem necessariamente me isolar.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Falando em Público ~

Por muito tempo fui uma das pessoas mais tímidas da face da Terra. Não só tímida, como indiferente. Ou talvez a indiferença veio pela timidez, ou vice-e-versa...que seja. Confesso que não tinha a mesma autoestima que hoje, muuuuuito pelo contrário, tinha aquela mentalidade de que qualquer coisa ou alguém era melhor que eu, e por isso, minha “inabilidade” deveria ficar mais escrachada ainda. Falar em público era horrível, ainda mais sabendo que algumas pessoas estavam ali me julgando e rindo descaradamente. Não lembro exatamente quando, mas tudo isso começou a mudar no Ensino Médio.

Não sei dizer detalhadamente o processo, porém, muito dos trabalhos que tinha que apresentar, era de algum assunto que eu entendia bastante. Por isso, falar era muito mais simples, não exigindo nada decorado. O conhecimento fluía da mente às palavras naturalmente, como se eu estivesse conversando com alguém, e não fazendo uma apresentação. Só então percebi que nessas horas a confiança vinha sem esforço algum.

Aos poucos fui lapidando essas ações, melhorando postura, voz, contato visual, tudo para que a pessoa pudesse entender melhor a informação passada, ao mesmo tempo que sentisse que eu estava segura do que falava. Até hoje, quando vou fazer alguma apresentação pública, tento enxergar mentalmente que estou apenas discutindo um assunto “informalmente”, sem levar tanto a sério como se minha vida dependesse daquilo. Provavelmente em alguma parte ou outra posso acabar gaguejando, mas não penso nisso como falta grave, é normal, acontece, ainda mais quando o roteiro de minha mente escapa um pouco da linha de pensamento tornando essa falácia uma bagunça de informações cuspidas. Aí entra outro ponto que me foco quando vou planejar uma apresentação: se eu fosse a ouvinte, como eu gostaria que a pessoa se expressasse? O que não iria querer que fizesse? Tento ao máximo evitar fazer algo tedioso e cansativo de se assistir.

O que mais me motivou a perder o medo, foi ver a aprovação das pessoas, ver que escutam quando falo, que demonstram interesse, e, principalmente, ENTENDEM a informação que passei. Melhor ainda quando procuram saber mais, fazendo perguntas, querendo aprender (adoro gente que quer aprender, sério). E se eu não souber responder? Bom, para evitar problemas do tipo, antes de qualquer coisa, procuro estudar muito sobre o tema, tentando cobrir qualquer brecha que poderá surgir eventualmente, ter em mente o que falar e que dúvidas podem ser levantadas sobre isso. Geralmente, procuro falar de modo que não fique questões pendentes, cujas informações sejam o suficiente para a compreensão, sem ficar confuso nem nada. Dá trabalho sim absorver o máximo de informação sobre, porém, como conhecimento nunca é demais, não vejo problema em investir tempo (e neurônios) nisso. Até porque, quanto mais domino o assunto, mais fácil será para falar sobre ele, resultando em bem menos nervosismo (pois tenho ciência de que assim errarei bem menos) e maior domínio na hora de planejar um raciocínio para ser passado.

Óbvio que nem sempre consigo ficar tão a par do assunto, caso tenha ocorrido algo de última hora, não tem jeito: minha solução é manter a postura e fazer cara de que sabe do que está falando. Percebi ao longo desses anos que quando você fala com confiança, mais fácil da pessoa acreditar, ainda mais se você souber que ela não entende muito do assunto (isso em qualquer área da vida). De qualquer forma, procuro ao máximo saber bastante antes de me expor, afinal, se for para falar groselha, melhor ficar quieta. 

Não há forma melhor do que treinar falar em público do que treinando. Sempre que posso tento me expor ao máximo, seja fazendo seminários, me propondo a apresentar trabalhos em eventos, ou treinando indiretamente com amigos e familiares. Escrever também me ajuda, afinal, exige organização de ideias também. Não basta saber falar, mas sim COMO falar, se preocupar como chegará aos ouvidos dos outros. Não adianta ficar ali balbuciando alegremente se a pessoa não está entendendo o que quer ser dito, saindo dali do mesmo jeito que chegou.

Enfim, 16 anos depois de muita timidez, finalmente tomei coragem de ficar pondo a cara à tapa. Com certeza ainda estou sendo julgada, mas tenho em mente que por mais que me esforce, não consigo agradar a todos, sempre haverá alguém que irá reprovar. Porém, gosto de saber que, pelo menos, fiz meu melhor. Ainda tenho muito o que aprender, mas o primeiro passo já estou dando: não ter medo de tentar. E só me colocando assim, em frente ao público, vou começar a ter reconhecimento de meus trabalhos. Não adianta eu ter me dedicado tanto em algo para ser guardado só para mim. A parte divertida da vida é sempre compartilhar algo com alguém, seja momentos, experiência, conhecimentos, ou qualquer coisa que desejar.

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sábado, 21 de novembro de 2015

Procrastinando Produtivamente ~

Procrastinar é uma ação que vem desde o nascimento. Não é difícil aprender como se faz, muito menos adquirir esse hábito. Ela simplesmente flui e quando vamos ver, já foi, e mais uma tarefa foi deixada para depois. Porém, há um lado positivo nessa enrolação toda, ao menos para mim.

Quando tenho uma tarefa para fazer, tudo se torna mais interessante, inclusive OUTRAS tarefas pendentes, e acho que isso que faz eu não perder taanto tempo assim. Querendo ou não, não fico enrolando fazendo nada, mas sim terminando outras atividades (que reconheço, não são urgentes). São nesses momentos que meu quarto é voluntariamente arrumado, unhas são feitas, gavetas reorganizadas, descarto todo os papeizinhos que encontro, livros remanejados, etc. Com certeza essas coisas ficariam esquecidas por um tempo, porém, são imediatamente lembradas nos momentos que estou procrastinando algo importante.

Não sei dizer até que ponto isso pode ser positivo. Talvez, se no final tudo for feito, continua sendo bom, afinal, apesar de ter dado uma enroladinha, a tarefa foi cumprida no fim do dia (ou da semana, depende do prazo). Ainda: não só terminei o que precisava como fiz o que NÃO precisava. Sinto que perco muito mais tempo quando não faço um cronograma do que fazer naquele dia, gosto muito de trabalhar com lista de tarefas, mais ainda de chegar à noite e ver que cumpri todas. Se tento me planejar de cabeça, ou na hora, acabo passando MUITO tempo mais andando para os lados ou pensando no que fazer agora do que realmente produzindo.

Agora mesmo, eu devia estar estudando, pondo matérias em dias para não acumular, mas não, cá estou escrevendo enquanto escuto música e vejo vídeos. Perdendo tempo? Depende. Posso estar não cumprindo o dever, mas estou criando, ao mesmo tempo que aprendendo algo nos vídeos que vejo, tirando até mais inspirações textuais. Olhando por esse ângulo, continuando estando ativa e no lucro, só com menos tempo para fazer o que foi procrastinado. Bom, não ligo, apesar de tudo, funciono melhor sob pressão horária.

Ainda quero chegar no nível que, quando tenho algo para fazer, simplesmente vou e faço (bem feito) independente da motivação do momento. Ou melhor, sempre tendo motivação. Creio que isso é extremamente possível de acontecer, basta condicionar o corpo. Nosso organismo entra em piloto automático após uma série de ações repetitivas, e creio que procrastinar entra nessa. Chega um momento que, mesmo você estando disposto, seu corpo está tão acostumado a enrolar ao ver que tem algo a fazer, que começa a bater uma preguiça caso você não vá IMEDIATAMENTE. Ao contrário, se começamos a realizar atividades sem nem pensar em enrolar, aos poucos a preguiça vai sendo retirada do piloto automático, e começamos a fazer as coisas devidamente, no “tempo certo”, fazendo as horas renderem ao máximo, sobrando tempo para ficar de pernas para o ar só na ociosidade.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O martírio das livrarias ~



É um hábito meu toda vez que saio, acabar visitando uma livraria (ao menos quando há disponível). Mesmo sabendo que 99% dos títulos que irei ver são os mesmos, gosto de passear no meio das prateleiras e bancadas. Não sei porque me dá essa sensação de prazer, talvez pela falsa impressão de ter todos aqueles livros ao alcance de minha mão. Raramente compro algum, mas vontade de levar ao menos cinco nunca falta, sem falar que me dá um bem-estar enorme ficar ali no meio de tanto livro, só folheando e sentindo o cheiro das folhas novinhas.

Apesar das capas convidativas, os preços nunca são simpáticos. Acho salgado pagar R$40 num livro relativamente fino, saindo caro mais pela matéria prima ou pelo autor. Sebos andaram caindo do meu conceito, pois ultimamente andam cobrando tanto quanto um novo, com a diferença de ser usado e poder estar desgastado. Muitas vezes vale mais a pena aguardar um pouco e comprar em feiras de livros, sempre há alguns stands com descontos mágicos! Sinto falta de comprar em lojas físicas: prazer de entrar, buscar nas prateleiras, tocar e levar na hora. Infelizmente, os preços dos livros nas lojas virtuais costumam ser mais em conta, ainda mais coletâneas que sempre entram em promoção.

Tenho em mente uma lista de livros para ler, entretanto, não queria comprar até terminar todos que tenho em casa (clássica mania de haver uma maior demanda de livros chegando do que sendo efetivamente lidos). Quando terminar tudo, espero que os que quero tenham baixado de preço, seja por promoções ou simplesmente por não ser mais lançamento e ter saído de “moda”. É um martírio desejar adquirir tantos mas não estar em condições para isso. Apesar da alegria momentânea que me inunda de início, logo depois o sentimento de culpa se apodera da consciência, e essa perdura por um looongo longo tempo.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

5º Simpósio “Aprender com Cultura e Extensão”

Após mais um ano como bolsista de um projeto do programa “Aprender com Cultura e Extensão” (mais informações no final), enfim chegou o dia de expor esse trabalho para professores da comunidade USP.




O “Simpósio Aprender com Cultura e Extensão” encontra-se em sua quinta edição e, desta vez, foi realizado no campus de São Carlos. Ele ocorre até amanhã (18/11) com as apresentações dos projetos da Área de Humanas. Hoje, todos foram da área de Biológicas e Exatas. Além da Solenidade de abertura, o primeiro dia do evento contou também com uma palestra ministrada pela Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e uma apresentação da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo.




Não só apresentei meu projeto como aproveitei para conhecer aquele campus, pois nunca tinha pisado na vida. Fiquei maravilhada com a beleza do lugar (assim como fiquei com a ESALQ). Não que seja suuuuuper diferente e exótica, pelo contrário, há uma boa área arborizada, prédios similares com o da Cidade Universitária, mas beem mais fresco do que Pirassununga (ao menos eu achei). Tem mais cara de Universidade, provavelmente porque não é uma fazenda com vários rebanhos e criações como Pira. O portão não fica à 4km dos alunos, o que já é um ótimo ponto positivo, pois não os isola tanto. A cidade me lembrou um pouco uns locais de Guarulhos, não é tão cara de interior assim, é bem mais “habitável e moderna”. Creio que morar ali não seria tão difícil como aqui. No caminho, também passamos perante a UFSCAR, não chegamos a entrar, claro, mas foi bom ter conhecido ao menos a fachada, já que também nunca tinha visto (nem por internet).







Os Projetos
Os pôsteres foram expostos no Centro de Eventos em vários painéis ali dispostos. A organização pareceu-me melhor do que a de 2014; foi mais fácil encontrar onde eu ficaria e dessa vez havia vários alunos como monitores orientando tanto alunos como professores. Tive sorte de ficar num lado mais aberto, pois o espaço era pequeno, e muitos corredores ficaram bem estreitos, dificultando DEMAIS  a passagem e visualização dos trabalhos (sem atrapalhar o fluxo), sem contar o calor que ali concentrava.

Na parte de cima, havia uma exposição do “Bicho: quem te viu, quem te vê”, um projeto que visa conscientizar a população à respeito do número de atropelamento de animais nas estradas. A exposição simulava as rodovias, contendo animais taxidermizados que morreram atropelados, algumas réplicas, crânios, marcas de pegadas, amostra de vegetações nativas e painéis temáticos – uns de determinados tipos de ambientes, como cerrado e caatinga, e um outro sobre ter animais conosco, expondo pequenos cenários caseiros com bichos de pelúcias, painéis de paisagens, bebedor de beija-flor e gaiola.








Infelizmente não foi possível eu conhecer trabalhos de outros alunos. Estava muito interessada em alguns, como um projeto do Instituto de Matemática e Estatística, outro do Cebimar, além de outros que não cheguei a ver, mas queria. Minha avaliação acabou tarde, então, nem tempo de explorar o campus consegui. Havia trabalhos da Medicina Veterinária, Zootecnia, Educação Física, Matemática, Odontologia, Ciências Biomédicas, Medicina, Terapia Ocupacional, Nutrição, etc.

No ato da inscrição, ganhamos um vale-lanche e uma sacola retornável com o nome do Simpósio, juntamente com um bloco de notas, caneta, CD’s com trabalhos anteriores e folhetos com a programação. As avaliações terminaram por volta das 16h30, aguardando, então, apenas a divulgação dos três melhores projetos.

Meu Projeto
Meu trabalho foi sobre o projeto “Elaboração do Boletim Eletrônico do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal”.



O projeto tem como finalidade utilizar da multidisciplinariedade como ferramenta para apresentar aos alunos novas áreas de atuação de sua profissão, de como as pesquisas tem evoluído e aguçar o interesse dos mesmos pelo estudo da ciência animal como um todo. Tem como objetivo também auxiliar na formação acadêmica, por envolver leitura de artigos científicos e técnicos e aprender a referencia-los. Por não abranger uma área em específico, o aluno terá a oportunidade de ao fim do projeto desenvolver o senso crítico frente ao mercado de trabalho e ao mundo acadêmico. O resultado esperado é a elaboração de um boletim mensal que permita contribuir para o desenvolvimento científico dos interessados.

Durante esses 12 meses, fiz a seleção mensal de artigos que envolviam agronegócio num contexto socioeconômico e também os que relacionavam com o Bem-estar Animal. Também realizei o levantamento de livros da área de Ciência Animal lançados no mês referente, além de anúncios de empregos, concursos e outras oportunidades. Diariamente atualizava a página do LAE do Facebook com notícias recentes de Agronegócio.

O acompanhamento constante de notícias e artigos deu-me uma visão maior do agronegócio no contexto mundial, dando-me informações atualizadas do mercado, novidades e a situação internacional da Ciência e Produção Animal. Essa gama de informações forneceu-me conhecimento das diversas possibilidades de atuação do profissional veterinário que não são assuntos habituais da graduação, e a influência do profissional na Economia Mundial. O contato com artigos científicos deu-me o conhecimento das pesquisas atuais que estão sendo desenvolvidas, cujas descobertas inovadoras não estão disponíveis na literatura didática publicada até então.

Esse acesso à novas informações proporciona ao aluno um maior desenvolvimento pessoal e profissional, mantendo-o a par dos acontecimentos e pesquisas recentes, permitindo que tenha um maior conhecimentos dos assuntos de sua área com essa aquisição de conhecimento complementar. Além disso, o aluno tem a oportunidade de se familiarizar desde cedo com os artigos científicos para futuras pesquisas mais à frene de sua formação ou até mesmo em uma Iniciação Científica.



Mais informações:

Aprender com Cultura e Extensão: 
http://prceu.usp.br/aprender/

Bicho - Quem te viu, quem te vê:
Página do Facebook do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE):
https://www.facebook.com/LAE.FMVZ.USP


Edições do Boletim disponíveis em:



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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Quem ainda lê revistas??" ~



Esses dias estava lendo artigos na internet, e na busca de matérias pelo Google, deparo-me com uma notícia antiga que falava do corte que a Editora Abril realizou uns anos atrás, fechando várias publicações e demitindo uma galera aê. Chamou-me a atenção um post de um blog aleatório que comentava isso, alegando que era previsível pois “hoje em dia, quem ainda lê revistas impressas?”.

Achei engraçado o jeito que a questão foi colocada. Posso estar enganada, mas pareceu julgar que só gente esquisita ainda compra revistas impressas. Lembrou-me muito o debate que teve sobre a possível extinção dos livros perante os e-books. Sinceramente, assim como estes, creio que ainda há muitos que preferem uma leitura de papel do que virtual. Eu mesma acho muito melhor estar ali, com a publicação em mãos, folheando-a e fazendo marcações pessoais (caso ache necessária) do que fazer isso numa tela iluminada. Sei lá, parece-me muito superficial, maior sensação de que no virtual não existe, é só uma ilusão de um texto real. 

Tenho ciência de que alguns defendem os digitais devido à economia de papel e tals, mas tenho minhas dúvidas. Li uma vez uma pessoa falando sobre isso, dessa suposta “economia” que os computadores e afins trouxeram para nós. Porém, parece que andamos desperdiçando muito mais. Por quê? Simples: antes, quando escrevíamos ou usávamos aquelas máquinas de datilografar, quando cometíamos um erro, resolvíamos passando um corretivo em cima, corrigindo apenas o ponto que erramos e continuamos. Agora, com impressoras, quando algo sai errado, as pessoas simplesmente jogam fora e imprimem um novo, pois é bem mais prático do que corrigir, fora que fica esteticamente melhor. E o que isso tem a ver com revistas ainda impressas? Acho que nada, mas só quis citar porque achei interessante. 

Voltando...

Com certeza a venda de exemplares impressas deve ter diminuído, até porque, sabendo da preferência de alguns em ler versões digitais, muitas editoras disponibilizaram suas publicações nesse formato. Todavia, ainda há os mais “clássicos” e conservadores, que vão preferir ter suas revistas ali, em suas mãos, podendo fazer marcas pessoais no qual num digital não é possível. Sem falar que, dependendo da publicação, do que ter guardado apenas os digitais, é muito mais legal ter a coleção ali exposta na prateleira de casa, ainda mais aqueles livros e/ou revistas com a lateral temática. Fora aquelas que você compra e vem algum brinde junto, seja pôster, calendário ou algo do gênero. 

Publicações digitais jamais tirarão, ao menos de mim, o prazer de visitar bancas de jornais assim como faço com livrarias. Gosto de ter exposto toda aquela infinidade de revistas, de diversos temas e gêneros, me convidando pela capa a levá-las embora. Nem se compara a sensação de passar o mês esperando ansiosamente pela edição seguinte, visitando semanalmente alguma banca para ver se chegou e o jornaleiro dizer que sim, tirando um exemplar para você.

Enfim, sei que a preferência é de cada um, mas meu caro, se você se pergunta se ainda há quem adquira revistas impressas, pode ter absoluta certeza que há sim! x3

~ VK ~

Quatro meses e meio de progresso (e regressos) ~



Meu curso em Pirassununga se aproxima da reta final. De agosto até metade de dezembro vivi muitas situações inéditas que me ensinaram algumas coisas e me confirmaram outras. Passar um semestre inteiro longe de sua “vida” (sim, a minha ficou toda concentrada em Guarulhos/Sampa), em meio a gente “desconhecida”, dividindo aposentos com eles e olhando diariamente para a cara de cada um, fez eu enxergar muitas coisas.

Dispensando a parte de que pude ver como mulheres podem ser sujas, porcas e sem noção de coisas básicas (como, por exemplo, atolar a pia de resto de comida entope sim, minha querida, entupiu mais de 987865765 vezes e a senhorita não aprende), essa temporada deu-me uma luz em alguns pontos em que era totalmente descrente: 

  • Anos atrás, antes mesmo de entrar na faculdade, sempre que chegava meses de agosto/setembro, ficava saturada de estudar feito uma condenada no cursinho, desejando logo que essa vida acaba-se para ao menos me matar de estudar algo que eu quero para a vida. Acreditava que não me irritaria estudando loucamente algum assunto de meu interesse profissional, mas 2015 me mostrou que não, que estava completamente enganada e que me estressaria MUITO com matérias de minha área. O medo de ir mal nas provas e tomar DP, juntamente com a frustração de mais acabar decorando do que aprendendo, me rendeu boas semanas de gastrite e uns desvios psicológicos. Fora isso, voltou a me bater sentimento de culpa sempre que parava para respirar, tendo fé que estaria desperdiçando tempo dando uma pausa na taquicardia.

  • Por outro lado, esse estupro mental me deu um tapa na cara, me mostrando como estava usando o tempo mal, procrastinando deliberadamente e sendo uma expert em enrolação. A preguiça de me esforçar me acometeu bravamente, e só agora estou conseguindo fazer com que se desprenda de mim.

  • Num outro ângulo ainda, quando comecei a parar de enrolar, vi como posso ser produtiva, e isso foi ótimo para a autoestima, pois pude ver que ainda não perdi meu lado mais CDF e meus neurônios não me abandonaram (ao contrário do que imaginava desde 2013). Sempre tive facilidade em aprender, mas estava com preguiça de fazer isso (“acomodada” talvez seja o termo mais apropriado).

  • O fato de eu usar mal o tempo devido à enrolação, foi o maior responsável por eu não conseguir ler mais meus livros, nem escrever, nem efetuar hobby algum. Enxergar isso foi mais que o suficiente para voltar à realizar essas atividades que sempre amei. S2

  • Esse período afastada do mundo, fez eu repensar um pouco sobre mim mesma: quem sou, do que gosto, do que não gosto, do que sou capaz, etc. Percebi que andei meio perdida em mim mesma nesses meses longe do ambiente em que sempre vivi e das pessoas que fazem parte do meu círculo social, digamos que passei uns meses sem orientação. Foi tanta mudança e novidades que esqueci de minha essência como Vivian.

  • O começo foi bom mas meu lugar não é aqui. Quando morava na cidade, sempre havia momentos em que eu cansava de tudo e queria me refugiar no interior, pois me sinto muito bem na calmaria das cidades pequenas, contato maior com natureza, sem o estresse, correria e multidão de São Paulo. Não que Pirassununga seja um lugar ruim, pelo contrário, moraria aqui, mas né...novamente, minha vida não está aqui. As pessoas que gosto não estão nesse lugar, e sinto MUITA falta de tê-las por perto ou ao menos saber que são facilmente acessíveis. Estando à 200km de distância, sem carro, só dependendo de caronas ou ônibus CAROS, dá uma ideia enorme de que estou ilhada. Mesmo que a internet possibilite que eu fale com elas, JAMAIS será a mesma coisa que encontrá-las pessoalmente.

Após esse momento de epifania, espero poder melhorar nas partes que regredi, e acredito ter confirmado o valor que as pessoas do meu círculo social têm para mim. Não ter pessoas com quem falar qualquer groselha jogada num canto aleatório faz uma falta enorme, ainda mais sabendo que não te julgarão mal por nada. Creio que agora as coisas vão começar a andar, livros enfim serão lidos, textos escritos e o tempo melhor definido. Tive muitos momentos ruins e perdidos, mas sinto que finalmente me reencontrei de vez. Foi bom para poder enxergar como estava me afastando de mim mesma e como posso fazer minha vida fluir melhor, além de aprender a separar melhor o útil do inútil.

Feliz em saber que não perdi a habilidade de tirar ao menos alguma coisa boa de uma experiência um tanto ruim.

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sábado, 14 de novembro de 2015

Antes que o ano acabe ~


2015 está sendo um ano bem corrido. De Janeiro até hoje, MUITAS coisas diferentes aconteceram. Situações bem distintas que fizeram o tempo passar despercebido pela minha consciência. Acontecimentos inéditos que foram adicionados à minha "bagagem experimental" e me forçaram a enfrentá-los sem muito preparo. Não, não chegou a ser suporte-zero; mesmo sendo situações novas, os 23 anos de vida me auxiliaram a vivê-las sem muito prejuízo e dificuldade. Mas foi bom. ESTÁ sendo bom.

Pensei muito e vi que já enrolei demais para voltar a escrever. Passei a crer que foi mais por preguiça/comodidade do que apenas "cansaço cotidiano". Perdi muitos bons hábitos nesses últimos 2-3 anos (escrever espontaneamente  é um deles), porém,  pretendo recuperar todas, mas fazendo-as melhor que antes (ao menos tentar).

Então, antes que o ano acabe  vou tocar esse blog de novo. Já ficou na sarjeta demais. Ando com ideias, entretanto, motivação maior é a pura vontade de largar a preguiça lazarenta, e a saudade de transformar pensamentos em palavras. Saudades de CRIAR algo meu, pessoal. Portanto, cá estou de volta. Sei que o início será mais complicado (muito tempo parada sem fazer a magia textual surgir), mas acredito que persistindo e mantendo um treino regular (diário), logo volto à esse mundo das letras.

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