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domingo, 16 de agosto de 2015

Quando você não segue o planejado ~


Antes de vir para Pirassununga, passei vários meses pensando e filosofando como eu iria utilizar o tempo livre pós-aulas. "Não vou gastar 4h para ir e voltar como em Sampa, então terei 4h para fazer o que quiser"; "Aeee, vou ter tempo para ler e tocar o blog de novo!". Aí trouxe livros e folhas, crente que colocaria leitura em dia e teria horas suficientes para pensar e criar novos textos...mas não. A única coisa que NÃO fiz foi criar contos novos, no máximo apenas escrevi posts pessoais dos meus dias (para não perder hábito de escrever).

Não que isso seja algo ruim, pelo contrário. Foi sinal de que andei me ocupando com outros assuntos. Primeiramente, a maior preocupação foi tentar organizar o quarto, cujo espaço é mínimo e os armários muito mal planejados (particularmente falando, pfvr). Anda sendo uma terapia ficar tentando colocar cada coisa num lugar estratégico, como um quebra-cabeça, caso contrário, ficaria uma zona amontoada. A segunda coisa que tem tomado meu tempo, principalmente de fim de semana, são os cuidados "do lar": limpar, faxinar, lavar e passar roupa, coisas assim. Como de segunda a sexta temos aula o diiiia todo, chegando no alojamento já escurecendo, fica ruim de tentar lavar roupa, por exemplo. Aí prefiro fazer aos sábados e domingos de manhã, aproveitando o mega sol para secar tudo.

O terceiro e talvez principal motivo que fez eu não cumprir os planos iniciais, é que tenho optado mais por descansar. Interior, muito verde e passarinhos, fica difícil resistir à sentar num canto por aí e só curtir esse ambiente. As aulas drenam uma energia enorme, aí o que mais quero nos momentos de relaxamento é fazer algo que não exija raciocinar nem nada, logo, acabo não querendo forçar mais a mente a pensar e elaborar histórias diferentes. Parece que não, mas escrever cansa. CRIAR cansa. Você pensa MUITO para conseguir desenvolver uma história que flua bem.



Apesar de ter deixado um pouco de lado esse planejamento inicial, EU AINDA NÃO O ESQUECI! Não desisti de fazê-lo, muuito pelo contrário. Creio que mais para frente, depois de ter me habituado mais aqui e organizado tudo o que preciso, já vou conseguir por as ideias no papel. Além disso, ainda quero fazer um tour pelo campus para fotografar, pois há muuuita paisagem e animais por aqui que renderá ótimas imagens, do jeito que adoro! Consegui umas fotos já, mas nada grandioso, porém, tá valendo.

Estou entrando na vibe tranquila do interior, e isso tem feito um bem enorme para mim. Aqui tenho conseguido dormir BEM melhor, diminuí o ritmo, ando conseguindo parar para respirar, sem ficar sempre na correria e estresse. Tenho certeza que essa situação está só trazendo benefícios. Aliás, acho que assim que deveria ser sempre, mas infelizmente é complicado em cidades grandes, como São Paulo. Lá, se você diminui um pouco o passo para observar a sua volta, é atropelado e xingado por pessoas estressadas. A sensação que tenho é que não estou realmente VIVENDO quando fico na cidade, pois fico sempre na correria de ir para algum lugar longe, pensando na lotação que estará o metrô, se vai dar tempo, etc, que acabo nem prestando atenção ao meu redor. Apenas passo correndo pelos lugares, não os noto. 


É legal mudar de ares assim, sinto muita falta disso ao decorrer dos meses. Gostaria muito de mensalmente, no mínimo, pegar um fim de semana e fugir para o interior (ou outra cidade mais calma), para recarregar energias, por a cabeça no lugar e tal, para então voltar 100% para a guerra que é a vida na metrópole. Enfim, para conseguir VIVER devidamente, não só respirar e manter movimentos por inércia.

Essa nova rotina mais tranquila vai me ajudar na hora de escrever. Não estarei sob pressão nem nada, e o ambiente é bem gostoso para isso, com barulho só dos grilos, aves noturnas e, de vez em quando, de outras pessoas que estão morando aqui no campus. As imagens que tenho "clicado" mentalmente também servirão de inspiração. Como disse, só me habituar a essa nova vida que logo tudo voltará a fluir ^3^ e fluirá bem melhor! Em breve coloco o cérebro para trabalhar novamente, tenho muitas ideias anotadas! Não quero que ele se foque e gaste energia apenas nos estudos. Mas por enquanto, é o que tem para hoje.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O dilema da maquiagem matinal



Maquiagem são coisas lindas e mágicas! São ótimas BFFs para disfarçar imperfeições que faz você se sentir um Orc (mesmo sendo algo mínimo que ninguém repara, mas que na sua cabeça TODO mundo 'tá vendo e julgando mentalmente, ainda mais quando a pessoa chega pra te cumprimentar e você percebe rapidamente o olhar dela naquela espinhazinha ou manchinha que você tentou à todo custo sumir). Elas deixaram de ser só itens de embelezamento estético para virarem aliadas na proteção e hidratação da sua pele, ou seja, super presentes na vida de uma pessoa mega vaidosa como eu. Porém, ter que passá-las corretamente...dá trabalho.

Toda manhã (repito: TODA) sempre fico naquele dilema: faço maquiagem ou não? Não sou dessas que se sente feia sem makeup algum, mas óbvio que um pouquinho aqui ou ali pra realçar os pontos que mais gosto sempre faz um bem para a autoestima. Um detalhe a mais que admiro sempre que passo por uma superfície reflexora. ;D  Não que eu faça algo mega elaborado (até porque não sei), costumo só delinear os olhos e usar batom. Quando estou com muita boa vontade, mas MUITA mesmo, passo um rímel. E por quê? Simplesmente porque acho um saco estar com os cílios mais elevados e cobertos com uma substância preta. Me incomoda. Ela me impede de coçar meu olho com total liberdade (quase arrancando), pois tô ligada que ficarei parecendo um panda depois, ainda mais de manhã que estou meio sonolenta (depois de 1h de aula então...). Fora que os cílios, estando mais proeminentes, ficam passando pela lente do meu óculos, deixando-os sujos. Uó.

Então, toda vez que acordo fico nessa questão: passo lápis + rímel ou durmo mais uns minutinhos? Apesar de pouco tempo, quando tem que pular 5h da manhã da cama, alguns segundos fazem TODA a diferença, e mesmo tendo a prática, não rola delinear com pressa, porque são nessas horas que a vida lhe passa a perna e faz você errar TODO o traço, e às 5h não estou com saco de ficar refazendo delineados, muito menos afim de sair com olho todo cagado. =3=

Por algum motivo, sei lá se é coisa de mulher, tenho a impressão de que, quando saio de cara limpa, as outras acabam reparando e me julgando em silêncio, PRINCIPALMENTE se me vêem constantemente, e um dia, do nada, apareço sem nada. Não sei se no inconsciente isso acaba sendo visto como "preguiça e desleixo", ou se apenas temos um pensamento incrustado de TER que estarmos com algo na cara para aparecer em público. Não nego que às vezes quando estou rodeada de mulheres todas arrumadas e maquiagem feita, e eu sem nada, sinto-me meio diminuída. Mó fubazona no meio das divas -qqq sei que é besteira, mas não consigo deixar de sentir uma pontada de incômodo (e vontade de sair de perto para não sofrer comparações desnecessárias).

Penso nisso todo dia, ainda mais agora que estou no interior. Numa vibe totalmente mais tranquila, a preguiça de fazer um reboco na cara parece que aumenta. Passo protetor solar e um hidratante labial e...é isso. Fico pensando se há necessidade de algo a mais. Não que vá fazer diferença em meu desempenho nos estudos ou se os animais do rebanho vão notar, só faz eu ficar um pouco mais satisfeita comigo mesma (refletindo em meu humor). A vaidade acaba me deixando meio neurótica. Ainda descubro se estou num nível saudável ou exagerado. Vai saber. 


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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Primeiras impressões ~

Pirassununga, 11 de Agosto de 2015.

Hoje é o quinto dia que estou aqui, diariamente correndo das 8h às 18h com aulas. O tempo para "descanso" entre aulas é meega apertado, principalmente a hora do almoço. Infelizmente, como os circulares costumam ser de uma em uma hora, não posso me dar ao luxo de perder nenhum, ou simplesmente não entro mais na aula, algo bem diferente do campus da capital.

Ainda não tive a oportunidade de sair explorando o campus, mas pretendo fazer isso o mais breve possível, quem sabe nesse fim de semana mesmo. Fotos dos animais não sei se conseguirei, já que nas aulas práticas estarei ali com eles para estudar, não para um "momento turismo". xP Quem sabe eu consiga fotografar algum animal diferente, como tatus, seriemas, tucanos e araras (alguns desses já vi das últimas vezes que estive aqui).

Gosto MUITO de fotografar, se não me engano reiniciei o blog com fotografias pelo campus de Sampa. Hoje a tarde, graças à um incômodo gerado pela minha (nada amada) gastrite, acabei ficando pelo alojamento para não ter um treco no meio da aula, fora que se eu passasse mal, ia acabar morrendo no caminho atééééé circular passar de novo. Bom, o lado positivo é que pude tirar uns minutinhos para clicar umas fotos! Esperto conseguir tirar mais ao decorrer do semestre.











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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Chuveiro fora de casa ~



Não sei se sou a única a achar isso, mas um dos MAIORES inconvenientes de minha vida quando viajo é tomar banho com um chuveiro que não é igual ao de casa. Se for parecido, okay. Mas e quando ele mal regula a temperatura, sai pouquíssima água e ainda te obriga a ficar "caçando" os jatinhos aleatórios?

Não faz nem uma semana que estou morando em outro lugar, e já estou achando um desafio conseguir lavar cabelo aqui. Pior é que o banheiro é coletivo e, quando outras pessoas ligam chuveiros, o seu esquenta BAGARAAAAI, à ponto de nem conseguir ficar embaixo. Resultado: ou tomo banho mais tarde quando todas já foram, ou fico com o chuveiro desligado nos momentos em que esquenta. Complicado.

Apesar de parecer uma coisa pequena comparada às maravilhas que esse ambiente apresenta (muito verde, bichos, pássaros, ar puro, cheirinho de grama molhada....), o banho para mim é quase um ritual, um momento que me limpo de toda energia pesada e relaxo após um dia puxado. Ou seja, era para ser um momento agradável, não um estresse e uma oportunidade de ser escaldada. 

Espero uma hora me acostumar com essa situação e parar de me incomodar. u3uv

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sábado, 1 de agosto de 2015

Mudando de ares ~



Enfim, chegou. Há três anos que fico falando sobre Pirassununga, imaginando como será, amando e odiando, comentando de tal maneira que parecia bem distante, como se nunca fosse acontecer. Bom, aqui está.

O lado positivo é que já passo logo por isso, não fico com a vida limitada, poderei voltar a fazer planejamentos sem pensar “Ah, mas estarei em Sampa? Não vai rolar...”. Por mais que esse semestre significasse um martírio para mim anos atrás, posso afirmar que hoje não vejo dessa maneira. Muito pelo contrário, vejo mais prós que contras. Praticamente, morarei sozinha com pessoas sem laços afetivos ao redor. Certeza que isso será ótimo para meu processo de amadurecimento, ainda mais a parte social, pois terei que conviver com uma diversidade de gente (que estão no mesmo barco) que não tenho muito contato. Outro ponto é que gosto MUITO de interior, é um ambiente que eu me sinto bem, consigo respirar e relaxar, por a cabeça no lugar, sem aquela agitação da cidade grande (ainda mais da Linha Vermelha do metrô em horário de pico). Poder desacelerar um pouco na vida me fará bem. Além disso, como não gastarei mais duas horas para voltar depois da aula, terei essas duas horas para poder fazer o que gosto, ou seja, terei um tempo extra aí para me dedicar aos meus escritos e à leitura (não faz ideia do quão feliz isso me deixa).

Os contras são, obviamente, primeiro que ficarei longe de pessoas que gosto, não será mais tão acessível vê-las. E outro que, estando em outra cidade e dentro de um campus, não terei tanta liberdade de locomoção como aqui, principalmente de fim de semana que não há circulares. Apesar do espaço, me sentirei um pouco presa à um mesmo lote de terra.

Pensando novamente pelo lado bom (que é o que mais domina minha mente), vai ser ótimo voltar a ter contato com os animais do campus, sentir mais na pele a profissão que escolhi, não ficar APENAS na teoria e modelos didáticos. Isso dá uma motivação maravilhosa, pois me recorda o porquê de eu ter escolhido essa área tão linda. s2 Apesar de ter que sair para outra cidade, sei que valerá a pena, e me dará um diferencial no final, tanto profissionalmente como pessoal. 

Nunca fiquei tanto tempo fora de casa, ainda mais longe de todos que conheço. É uma experiência totalmente inédita, e coisas novas sempre me deixam empolgada. Tamanha novidade dá um friozinho na barriga, mas tenho certeza que posso encará-la tranquilamente.

Eu vou.....mas eu volto. E voltarei melhor. s2

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