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terça-feira, 19 de maio de 2015

Meu impasse com as revistas femininas ~



Sempre gostei muito de ler, não importando se for livros, gibis, jornais, blogs, revistas ou qualquer outra coisa que tenha textos. Desses, o que mais gosto são as revistas, devido à variedade de matérias numa publicação só (nada contra uma história só dos livros, por favor). Leio-as desde criança, passando da "Recreio" para "Dinossauros", "Witch", "Atrevida/Capricho", "Animais&Cia", etc, até as atuais (que não acompanho todo mês religiosamente porque não tenho verba pra isso D; ): "Scientific American", "The Horse Brasil", "Globo Rural", "Planeta", "Mente&Cérebro", "Filosofia", "Literatura", "Tênis", blábláblá...

Apesar de gostar muito dessas revistas com assuntos científicos e baseadas em estudos, sinto muita falta de uma leitura mais leve para ler nas horas vagas e quando a mente está cansada. Mais especificamente, sinto falta de leitura mais de "menininha", aquelas matérias de Moda&Beleza que há nas revistas femininas. Gosto muito de maquiagem e aprender técnicas novas para cuidar de mim, porém, não tenho coragem ALGUMA de gastar meu dinheiro com essas revistas femininas que encontro nas bancas. Já folheei diversas dessas revistas váárias e várias vezes, e só consigo me interessar por uma ou duas matérias da publicação toda. 

Entretanto, o problema maior não é nem no assunto das matérias, mas sim a maneira como são escritas. Não sei se é impressão só minha, mas MUITAS delas passam a impressão de que consideram a leitora uma acéfala, ou uma mulher urbana supérflua que só se importa com aparência, cheia dos mimimis. A frescura em cada frase é gritante, fora aquelas que ressaltam indiretamente que, para você ficar mais bonita, é preciso que seja rica e só use produtos absurdamente caros, porque o resto não presta. Ainda mais a seção de Moda, que só tem aquelas roupas mega caras (blusinhas simples por R$200, calças por R$600....).

O que dá maior asco são as seções de "Comportamento", aquela esteriotipação de "como ser uma mulher moderna", regrinhas para ser uma moça perfeita, "que só fazendo X e Y e o cara tendo W e K você vai conseguir ter um bom relacionamento", conselhos forçados que te ensinam mais a como ser uma mulher chata e intragável. Não esqueço até hoje quando estava folheando uma revista feminina aí, e tinha uma matéria falando das mudanças do papel da mulher num relacionamento, alegando que os homens mudaram, estão "exigindo mais", e o diabo à quatro. Interessante e revoltante foi ver o jeito que eles estavam impondo as situações, algo do gênero: "Os homens de hoje estão mais carentes. Não se assuste se seu parceiro, ao chegar em casa do trabalho, querer conversar e saber como foi seu dia (e você PRECISAR falar sobre isso, mesmo estando cansada do dia). Isso anda sendo normal de acontecer, porque agora os homens estão querendo mais atenção de suas parceiras". MANO, como uma revista pode querer por na cabeça das mulheres que TER COMUNICAÇÃO entre o casal é sinal de carência da parte do homem? Até onde eu saiba, "comunicação" é uma das principais bases de um relacionamento saudável.

É intrigante ver a semelhança que essas revistas mantém com o conteúdo de revistas adolescentes, com a diferença que agora falam de trabalho de maneira mais séria, e a parte de relacionamento foca bastante o lado sexual. Não consigo imaginar, por exemplo, uma mulher que trabalha no meio científico lendo uma revista dessa, nem mesmo uma professora universitária. Infelizmente me transparecem o esteriótipo de que quem lê essas revistas são aquelas mulheres que acabam com o limite do cartão de crédito (porque o marido paga) e o maior problema na vida é não achar o número delas do sapato que acharam FA-BU-LO-SO.

Ainda tenho a esperança de que um dia lancem uma revista voltada ao público feminino que tratem a mulher como um ser inteligente, que além da beleza também se preocupa com o lado intelectual para não ser só mais um rostinho bonito de cabeça vazia. Que fale de outros assuntos gerais além de amor e sua imagem perante a sociedade. Quando tem matéria sobre filmes ou livros, é 99% dos casos, um romance. Parece que mulher só curte isso (provável que o público que acompanha essas revistas realmente só curtam romance). Se não é romance, é drama. De maneira geral, alguma história que tente sensibilizar e levar às lágrimas e suspiros. 

Enquanto isso não ocorre, vou ficando com minhas revistas convencionais mesmo, além de caçar essas outras informações de Moda&Beleza em blogs e canais do Youtube. Por alguma razão, mesmo sendo mulheres bem jovens que os fazem/escrevem, dá para notar a diferença no modo de passar as informações, além da variedade do conteúdo. Fica claro que você não precisa ficar seguindo regrinhas para ser bem vista, e que pode gostar de qualquer coisa (tipo de saídas, roupas, hobbys) sem ser considerada infantil ou esquisita. E mais: a maioria dos vídeos das Youtubers, por exemplo, todas as dicas e informações são passadas de maneira bem divertida. O assunto não é passado tão à sério como se fosse crime fugir daquela linha. Enfim, assuntos tratados de maneira mais "normal" e semelhante à realidade, para mulheres "humanas" e menos artificiais.

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domingo, 17 de maio de 2015

Quando a mente te diz "NÃO" D: ~



Sabe quando você pensa em fazer algo, e pouco tempo depois simplesmente esquece? Ai, na tentativa de tentar recordar, refaz todos os movimentos executados, volta aonde estava minutos atrás, tenta refazer toda a linha de pensamento anterior apenas para ver se aquela ideia lhe volta à cabeça. Durante um bom tempo de minha vida isso me intrigava bastante, até hoje acabo me frustrando quando vou fazer alguma coisa mas não lembro o que. Porém, mais frustrante do que isso, é você ter uma ideia mirabolante para criar uma história nova....e simplesmente trava. Não a esquece, mas não sabe como dar vida à ela.

Quantas horas passei na frente de uma folha em branco sem ideia de como iniciar um texto. A ideia está ali, acenando na minha cara, mas não consigo achar um contexto para ela! Então paro para tentar organizar num rascunho a parte, tentar ver o que por em cada parágrafo, como finalizo...Até aí é tranquilo. Várias vezes comecei histórias pelo meio, adicionando, deslocando, deletando parágrafos ao longo da trama (trabalho facilitado se escrevo direto no computador). Mas e o início?

A parte difícil de escrever é quando você exige de si mesmo uma história boa desde o começo, e daí tirar um desfecho sensacional (ou que a menos me deixe 100% satisfeita). Enquanto não vejo que dei o melhor de mim, não paro de rabiscar, riscar, reescrever, ou até mesmo descartar tudo o que já fiz para começar do zero (mesmo que esteja jogando tudo pela quinta vez). Não é raro surgir várias histórias de uma mesma ideia, e apenas uma prevalece (como tirar 987847384823 fotos mas só achar que 1 ficou boa). A ideia nos parece tão boa que precisa se encaixar numa trama PERFEITA, ou dará a sensação de que não foi plenamente aproveitada e explorada.

Já dá para imaginar que alguns dias termino totalmente frustrada, pois nem sempre consigo dar vida ao meu imaginário, transpô-lo em palavras para torná-lo real à todos, não apenas para mim. De vez em quando até deixo anotado a inspiração, marco palavras-chaves e alguns parágrafos que escrevi e quero que esteja presente no texto final, e termino outro dia, quando estiver com a mente mais clara (e menos irritada com minha falta de criatividade naquele momento), mesmo que leve dias ou semanas para conseguir concluir. A prioridade estará sempre na qualidade final de minhas criações, mesmo que isso signifique um investimento maior em tempo e paciência.

Cada escritor deve ter um jeito de lidar com isso. Ainda estou descobrindo e aprimorando o meu. Bloqueios mentais são fantasmas que carrego há anos, e ainda não sei dizer se é possível livrar-me deles totalmente, ou se são ossos do ofício do mundo da escrita que apenas dá para se esquivar, mas não eliminar. Por enquanto, vou aprendendo a conviver com eles.

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Frio é a época mais quente ~



Quem me conhece sabe do amor que nutro pelo frio. Não interessa se fica mais difícil para entrar no banho ou levantar de manhã, a baixa temperatura sempre terá um espaço em meu coração. 

Dias assim são ótimos para passear. Andar por aí sem ficar transpirando e precisando segurar a blusa não é comigo. A temperatura mais amena, que te deixa perfeitamente confortável na roupa que está vestindo, deixa o rolê mais agradável. As pessoas não ficam apenas mais bonitas (roupas de outono/inverno são maravilhosas!), mas aquele número maior de roupas e sua textura, deixa-as mais fofinhas para abraçar. S2~ 

Apesar de parece controverso, considero o frio muito mais aconchegante do que o calor. Aquele café ou capuccino fica muito mais atrativo nesse tempo, e nada mais gostoso do que esquentar a mão segurando o copo. A fome também aumenta, e fica perfeito para desfrutar daqueles alimentos mais quentes ou sopas mais elaboradas (Udon, Lámen, Karê, etc). Tudo parece que fica mais gostoso, principalmente doces cremosos e beeem chocolatudos (e olha que não sou fá de doces).

Admiro muito a paisagem nublada que o ambiente fica, mesmo na cidade dá um ar de maior calmaria. Tendemos a ficar mais encolhidos em nós mesmos, deixando-nos mais quietinhos, mais tranquilos, mais observando do que agindo. Óbvio que há exceções. Em dias assim que usufruo mais ainda da minha casa. Mesmo adorando passear no frio, também não rejeito atividades mais caseiras - ficar no cantinho do sofá com um livro e uma bebida quente; ficar recolhida no ninho não deixa de ser uma boa pedida, ainda mais em boa companhia. E falando nela....

...tem quem diga que no frio ficamos mais carentes, e exatamente por essa vontade de ter com quem se aquecer, podemos tendenciar a nos apegar mais fácil (ainda mais se estivermos na bad ou estado similar), algo que não aconteceria no verão, por exemplo. Não nego: a vontade de grudar em alguém que gostamos  é inevitável. Nada mais agradável do que ter um "esquenta-orelha" para ficar contigo no sofá, debaixo de conversas, vendo TV e comendo gordices. Isso que eu considero o que há de mais gostoso: se esquentar com o calor de alguém que tem um espaço especial em nossos corações. 

Enfim, essas semanas têm sido perfeitas para mim. Estava morrendo de saudade de sentir um friozinho na pele, já saturada daquele calor infernal que estava reinando até mês passado, deixando todo mundo suado e melado (maior sensação constante de que estava suja T.T). Se agora está bom, fico imaginando no inverno. S2~

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Questão de Ângulos e Perspectivas



Todos os dias passo pelo mesmo caminho, vendo o mesmo cenário, mesmas árvores, mesmos prédios, mesmos tudo. Já é costume ter que passar por essas ruas e se deparar com as mesmas esquinas. Hoje, decidi fazer um pouco diferente para sair do piloto automático.

Tomei um caminho alternativo para chegar ao meu destino, mas nada de muuuito especial. Comecei trocando o lado da calçada. Sempre vou pela direita por não precisar atravessar a rua, não gosto de ficar parada aguardando o fluxo de carro cessar. Hoje saí de meu conforto e o fiz. Além disso, por que ir pela mesma reta se há um caminho pelas escadas? Subi.




O dia estava gostoso, nublado, com um vento gelado percorrendo todo o lugar sem parar. Parei por um instante para senti-lo, e vê-lo agitar as folhas das árvores e plantas do chão. Não era a primeira vez que andava por ali, mas era a primeira que eu parava para observar e sentir tudo à minha voltar interagir ao mesmo tempo. Por um instante não reconhecia aquele lugar, parecia novo aos meus sentidos. A música das folhas balançando e do vento tocando à todos com certeza não era o mesmo do dia anterior e nem será igual ao do dia seguinte. Cada minuto é novo, e cabe a nós enxergá-lo como um evento distinto ou repetido. Diariamente a natureza nos canta uma canção, mas não é sempre que paramos para ouvi-la. Diariamente nos prepara uma linda manhã (seja ensolarada ou nublada), mas não é sempre que a notamos. Qual foi a última vez que olhou para o céu? Quando foi que reparou na disposição das árvores e no som de seus galhos balançando, e admirou a chuva de folhas que periodicamente deixa cair?




Infelizmente a vida corrida nos priva desses pequenos detalhes que estão sempre ali sob nossos olhos. Enxergamos apenas o óbvio, achando que perderíamos tempo, que nem temos, para estender um pouco mais nossa visão. Com a cabeça cheia de preocupações, até esquecemos do mundo que vai além de nossa mente e está aqui, à nossa volta. E esquecemos principalmente que fazemos parte dele. 




Meus olhos estão constantemente observando ao redor, fotografando mentalmente os cenários, seja enquanto ando, passeio, aguardo o ônibus chegar, ou quando estou dentro dele parada esperando por meu ponto, dentro do metrô olhando pela janela, etc, meus olhos não param de registrar. As mesmas cenas cotidianas se modulam em quadros diferentes, seja porque tal prédio ficou em maior contraste com o céu fechado daquele dia, ou porque uma praça ficou mais majestosa com os raios de sol as acariciando naquela segunda de maneira tão intensa. Tudo pode ficar com uma cara diferente dependendo da nossa perspectiva. Meus olhos vão desmontando o ambiente, ora observando o conjunto, ora observando o individual, ou às vezes formando duplas. Não precisamos aceitar a cena como ela é; podemos destacar aquilo que gostamos mais de um todo. Espero que isso seja uma habilidade que nunca irá fugir de mim, pois faz de meus dias momentos mais agradáveis, sempre me surpreendendo e me dando mais satisfação por poder estar ali, seja uma segunda de manhã, ou a tarde pacata de um domingo. Permita-me brincar com tudo isso.




~ VK ~