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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Para quem você escreve? ~



"Para quem você escreve?" Certeza que ao menos uma vez na vida quem tem blog ou só escreve por escrever já escutou isso. "Pra que, ninguém lê". Não sei se é pior a pessoa que teima em fazer o outro a abandonar o gosto por transformar ideias em texto, ou o escritor que acata a essa desistência.

Grande parte de quem escreve não faz em busca de aprovação alheia (se o blog cresce e vira referência, é consequência). O motivo é muito mais simples: nossa mente fica atolada de novas ideias e inspirações, que fazem sentirmos necessidade de "concretizá-las" em palavras, sendo um desperdício deixar morrer no campo de criações. A criatividade muitas vezes é espontânea; quantas vezes andando por ai ou parada dentro do metrô, bati o olho em alguma cena ou detalhe que me despertou um alvoroço de pensamentos que dariam boas histórias. Pensar em não fazê-las dá até uma tristeza.

Não nego que o feedback de leitores faz um bem enorme para nós, ainda mais se apontam falhas, acertos e dão sugestões, sempre nos ajudando a evoluir e fazer melhor. Gostamos de ouvir a opinião de quem lê, mas não é essa a motivação primordial para os textos acontecerem. É mágico a sensação de estar criando, ver as palavras fluírem, adicionar nossas emoções em cada linha, e fazer o possível para um leitor visualizar mentalmente aquilo que enxergamos na nossa, sentir o que sentimos enquanto a caneta risca a folha; não só compartilhamos ideias, mas também uma parte de nossa alma, e para mim, essa é a melhor parte, que mais me dá prazer em continuar escrevendo: oportunidades de dividir uma parte de mim com os outros. Uma parte muito pequena, claro, mas que pode fazer a diferença para alguém, adicionar em algo. E ver textos causando suspiros e epifanias é altamente gratificante.

Não apenas para contos ou histórias, mas para a área pessoal também. Até quando minha vida está uma bagunça a escrita me auxilia. Basta sentar, por tudo no papel o que anda acontecendo para conseguir enxergar tudo de maneira mais clara e sentir maior controle da situação; agora que as enxerguei e coloquei em pauta, posso manipular para achar melhores soluções . Praticamente escrevo a minha vida.

Escrever é mais que um hobby, é uma terapia. Uma maneira que organiza o turbilhão de pensamentos. Independente se "ninguém vai ver" ou não, é uma atividade que já faz parte de mim, ajuda-me a não sufocar, pois também funciona como um desabafo: escrever dá a sensação de estarmos contando ~indiretamente~ para alguém, o que não deixa de ser verdade, mas é para alguém indeterminado. Além disso, por mais que muitos achem que é perda de tempo porque ninguém liga, sempre haverão os que se importam, e mesmo que sejam poucos, são os mais importantes para nós. Abandonar a escrita, é como abandonar à mim mesma.

~ VK ~

terça-feira, 21 de abril de 2015

Devaneios de uma segunda à noite

O relógio já passara das 2h20 da manhã quando comecei esse texto. Não é sempre que me acomodo no meio da madrugada, encostada no sofá, luzes apagadas, só eu, minha mente e uma folha em branco. Minto, ainda há alguém cantando nos fones em meu ouvido. Confesso que nem estou prestando atenção no que proclama, mas a harmonia musical de sua voz e instrumentos está deixando tudo mais perfeito.

Pensando aqui, parece algo tão bobo e simples ficar assim, "de bobeira" ao decorrer da madrugada. Não sei porque não faço isso sempre, é algo a cogitar a adicionar em minha rotina. O diferencial disso tudo é que tudo está na mais perfeita calma e tranquilidade. Tanto a noite como meu espírito. Sem pressa para terminar esses parágrafos, fazendo umas pausas para apreciar a melodia de fundo - alta o suficiente para ocultar o Tic tac dos relógios, mas baixa o bastante para escutar meus pensamentos -, escrevendo e apagando palavras, e às vezes me perdendo entre as linhas, mas sem me importar. O que custa escorregar entre as letras enquanto as organizo aqui no papel? Posso brincar livremente com suas curvas e acentos, não há ninguém aqui ao redor para me julgar de louca. E se tivesse também, quem se importaria? Uma louca no meio de outros loucos num mundo louco afundado em loucura, quem pode ser mais louco aqui? Um louco apontando para outro louco, e loucos sendo mais loucos ao seguirem a loucura do outro, achando tal loucura "normal". O que de fato é "normal"?

Como pode ser tão confortante esse silêncio e escuridão noturna? O breu, que tanto me assustava quando criança, torna-se um companheiro fiel ao decorrer das primaveras. Quanto mais as flores desabrocham, mais me acolhe isso que alguns apelidam de "trevas". Sem luz, sem foco, podendo me camuflar em meio às sombras, sem os olhos do mundo em mim, permitindo-me suspirar, aliviada em poder retirar a máscara e olhar de volta à todos, sem temer refletir em minhas orbes as ideias despidas da moral e ética que nos é imposta desde o momento do nascimento. 

A noite lhe concede asas, sejam negras ou de borboletas, permitindo-lhe que voe pelo seu universo mais secreto, traga à realidade seus pensamentos mais obscuros, que voltarão a se recolher ao primeiro raio de sol. Pequenos momentos de liberdade, que você pode ser 100% você; pode contestar com ódio tudo o que lhe disseram nas horas de luz; pode derramar as lágrimas contidas naquela tarde; tudo sem medo de revelar seu "Eu" mais intenso ao mundo, que sabemos que eles condenariam. Aqui, à noite, sob os olhos sigilosos da lua e das estrelas, seu segredo estará seguro. E a luz fria do luar vai refrescar sua memória, comprimida e febril pelo calor do sol.

Falando nisso, como estará o céu nesse momento? Poucos são aqueles que ainda erguem seu semblante para a imensidão azul superior. Mesmo nublado, é possível encontrar uma luz brilhando para você, nem que esse brilho esteja nos olhos de alguém. A noite não é para todos, só para quem sabe apreciá-la. Aos que não sabem, talvez ela se torne um martírio, uma névoa pesada que corromperá seus pensamentos mais sensíveis. Não odeie a atmosfera noturna, ela apenas quer mostrar seu melhor escondido em seu pior. Basta libertar sua mente e deixar ela te guiar, sem medo de confrontar seu lado mais sombrio que está mais forte nessas horas, mas que continua sendo parte fundamental de você. O lado desprezível sob a luz, mas o que te mantém de pé quando essa aurora o cega e o trai.

Já passou das 3h30 e nem sei mais quem está cantando, mas o som está legal, agradável de se escutar, até mais que a anterior. Releio tudo o que escrevi até agora, com quase certeza que nada fará sentido quando eu acordar. A manhã vai livrar minha cabeça de todas essas ideias; aquecerá meu coração para eu não me sentir mal, e talvez para que eu também crie uma história só para ela. Apenas dela.

~ VK ~

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Livros...livros por todo lugar...

...e não comprando nenhum 8D

Nas últimas semanas tenho passeado bastante em livrarias por São Paulo, sempre com a esperança enrustida de bater o olho em algum livro, meu coração palpitar de emoção e levá-lo para o meu ninho de amor. Porém, a realidade me frustra toda vez que saio com as mãos abanando, porque, por algum motivo misterioso, nada desperta tanta minha curiosidade. Okay, alguns até me batem uma vontadezinha, mas nada o suficiente para me convencer a pegar a carteira e pagar por ele.

"Zapeando" pelas lojas virtuais, as coisas mudam de figura. Não sei porque que comprar pela Internet é tão mais atraente, mas bastou dois minutos no site da Submarino para ficar na maior tara de sacar o cartão de crédito. Os preços são mais convidativos, ainda mais as promoções se você levar as coleções inteiras, e mesmo sem palpá-los e sentir aquele viciante e envolvente aroma de folhas novas, o prazer de clicar em "Concluir Compra" é muito mais excitante do que pedir para a operadora de caixa passar no débito (mais ainda quando aparece na tela que "Seu pedido foi recebido com sucesso"). Se eu pudesse e meu dinheiro desse, certeza que ao menos umas três box de livros estariam para ser separados e enviados ao meu doce lar.

Duas coleções que têm chamado MUITO minha atenção ultimamente são ambas da Agatha Christie, uma lançada pela editora Nova Fronteira e a outra pela L&PM. A primeira, consta de livros capa dura e imagens maravilindas S2 enquanto a segunda são algumas histórias separadas por décadas, cujas capas também são bem atraentes. Sei que o que conta é a história e poderia arranjá-los mais baratos em versões antigas em sebos, mas gosto de colecionar livros esteticamente bonitos, ainda mais de alguma escritora que gosto muito e sou fã desde criança *3*


(Livros da Nova Fronteira)


(Livros da L&PM)

Por ora, elas vão continuar na lista de livros-desejos-futuros, pois atualmente nem tenho onde guardá-los (nem dinheiro para comprar), e vai que daqui um tempo entram em alguma promoção *-* Além do mais, ainda tenho livros não lidos em casa que pretendo por em dia antes de adquirir novos (ou não >D)

~ VK ~