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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Um ano que não deixará saudades? ~

2015 foi um ano diferente, um ano que surpreendeu. Oscilou drasticamente de picos maravilhosos para profundos abismos. Acontecimentos bons e ruins ficaram ali, lado a lado, sem me permitirem dizer qual se sobressaiu. Nunca tive dias tão turbulentos, saturados de novidades, testando meu limite (e minha gastrite) constantemente, como se nunca fosse o bastante. Nem mesmo o otimismo exacerbado de uma típica sagitariana como eu manteve-se firme o tempo todo. Ele quebrou em vários momentos, vários MESMO. Custou um pouco da sanidade para conseguir reconstruí-lo, mas consegui. 

Mas não só coisas ruins aconteceram, claro. Apesar da parte negativa sempre parecer se sobressair, as boas também estiveram presentes (mas não fazem um escândalo tão grande como seu oposto). O primeiro semestre foi um dos mais gostosos de serem vividos! Muitas novidades, cafés e risadas ao lado de uma pessoa tão especial que até um ano atrás eu não imaginava que ocuparia um espaço tão importante em minha vida. Bastou um tempinho de conversas e convivência para rapidamente se transformar na melhor parte de mim. s2 E não, nem parece que faz menos de um ano que estamos juntos. 

As coisas pareciam estar indo perfeitamente bem, até chegar o segundo semestre: estudar em Pirassununga. Aprendi muita coisa estando cinco meses fora, mas confesso que muitas dessas coisas eu não faria a mínima questão de carregar comigo porque só me serviram para me proporcionar rugas. Porém, como não posso apagar da memória, apenas as largo em algum canto para serem, se possível, purificadas do ressentimento que carregam. Se elas me ajudaram a virar uma pessoa melhor? Duvido! Pelo contrário, me deram mais certeza como o ser-humano pode ser cretino e aumentou meu desdém por muitos de nossa raça. É, infelizmente Pirassununga me mostrou MUITA coisa ruim de MUITA gente. Por outro lado, passar um tempo no interior me fez muito bem, e fez eu enxergar um valor diferente nas coisas e pessoas, seja dos lugares que frequento como aqueles de meu círculo social. Confesso que senti uma falta enorme de todos eles, pois, apesar de estar num ambiente que me agrada mais, minha "vida" estava aqui; as pessoas com quem converso, me divirto e que me fazem rir e sorrir ficaram aqui. 

Estar de volta foi, inicialmente, bem estranho. Apesar do alívio (devido a algumas coisas que estavam me tirando do sério lá), voltar à rotina continua sendo um desafio. Fiquei meio perdida, ainda mais com as férias, sem saber direito o que fazer, como agir, e retornar às regras da casa. Minha mente ainda estava perturbada com os acontecimentos anteriores (ficar 5/6 meses tolerando o que geralmente não tolero, só engolindo rancor, não botando pra fora para evitar "climão" e não tornar mais desagradável a convivência no alojamento, não faz bem à NINGUÉM), e levou uns dias até a paz interior se restabelecer. Acredito que mudei um pouco nesse meio tempo, mas ainda não sei dizer se foram mudanças boas ou não.

Apesar dos pesares, tenho consciência que muitas delas foram apenas frutos de minhas ações e decisões. Se eu poderia ter evitado? Talvez. Acredito mais que muitas delas ocorreram em efeito cascata; um evento ruim levando a outro, e a outro, e a outro...(e meu humor que estava no chão não colaborando). Entretanto, como dizem, "depois da tempestade, vem a bonança", e de fato, parece que as coisas começaram a se encaixar de novo, e claro, tenho contribuição direta nisso. Para a calmaria se manifestar, preciso fazer minha parte, não me entregando "às bruxas". Aos pouco o brilho em meu olhar vai voltando. O caminho volta a ser iluminado, motivando-me a levantar e continuar à caminhada. Quero logo que esse ano passe, sem a mínima vontade de olhar para trás.

Que 2016 seja menos traiçoeiro, mas também se for, depois de tudo isso, acho difícil quebrar a confiança do centauro novamente. VEM QUE TEM! ò3ó

~ VK ~


sábado, 26 de dezembro de 2015

Garrancho nosso de cada dia...~



Lembro nitidamente de meus tempos de escola que todas as garotas da sala, independente se estávamos na quarta série, tendo 10-11 anos, tinham letras LINDAS. Sempre que alguém precisava pegar matéria para copiar, era sempre escolhido o caderno de alguma das alunas, de preferência a mais CDF, mas podendo ser de qualquer uma, desde que fosse menina. Os garotos geralmente tinham aqueles famosos garranchos, e alguns piores que dos outros, carinhosamente referidos mais como hieróglifos do que letras. E se algum tinha letra bonita, era motivo de espanto para a sala. Em dias de prova, lembro de professores pedindo com todo amor do coração para que os alunos escrevessem com letra legível, porque era quase impossível corrigir questões que eles nem sabiam o que estava escrito.

Por um tempo, lááá no prézinho, os professores costumavam utilizar cadernos de caligrafia para que treinássemos a letra cursiva. Praticamente todo dia tinha lição de casa usando-o, para sempre ficarmos praticando. Fora isso, os professores e os pais pegavam bastante no pé para que escrevêssemos bem, ainda mais àqueles que demonstravam preguiça e má vontade de caprichar um pouco mais na hora de pegar no lápis. Várias tardes livre, até depois de mais velha, tirava o tempo para treinar caligrafia, princialmente as letras maiúsculas, dando um toque especial em cada uma delas.

Depois que saí da escola, a partir do cursinho, tendo contato com pessoas mais novas que ainda estavam no ensino médio, e agora na faculdade, vejo como esse caderninho de várias linhas faz falta. Provavelmente o maior uso dos computadores também colabora, mas PQP, está cada vez mais raro encontrar gente com uma letra decente e facilmente legível! Fiquei em choque quando vi que a maioria das garotas, hoje em dia, não possuem mais aquelas letras cheias de curvas e caprichos. A ideia que me passa é que escrevem com a mão esquerda (se forem destra, claro) ou ao mesmo tempo que pulam numa cama-elástica. 

Talvez seja apenas falta de prática mesmo. Surpreendi-me também com homens com letras maravilhosas, sem precisarem usar a letra de forma para serem compreendidos, mostrando uma técnica e habilidade motora muito superior que de muitas mulheres. O que esses XY tinham em comum era o hábito de escrever. Será que todas aquelas garotas de meu tempo escolar também escreviam? Ou simplesmente treinavam mais a caligrafia exatamente porque era considerado um absurdo mulher ter letra feia? Mistérios da vida.

Seja lá o que for, apenas acho uma pena ver que a caligrafia tem sido tão renegada pela sociedade. Até entendo que atualmente considera-se mais importante e eficiente digitar do que riscar papéis, porém, em algum momento você precisará desse meio de expressão, e seria interessante se conseguisse se expressar bem em cada rabisco a ponto da pessoa que irá ler conseguir te entender. 

Escrever é mais do que apenas escrever. É por em cada curva um pouco de você. Uma arte particular que só você consegue representar.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vai de frango nesse Natal? ~



Desde o final do ano passado, o País tem passado por uma grande crise econômica sem muitas previsões de término (ao menos não vi nenhuma). Estamos em Dezembro, falta uma semana para o Natal. Deveríamos estar alegres, pois fim de ano costuma ser tempos de festas, cidade enfeitada e confraternizações, porém, isso tudo leva dinheiro. Sim, provavelmente Dezembro é o mês que acumula as maiores despesas para as pessoas. Além de nos preocuparmos com gastos nas festas em família (alimentos, presentes, organização, etc), não podemos esquecer que o mês sucessivo também exigirá gastos, ou seja, mal celebra a virada do ano e já toma na cara gastos com IPTU, IPVA e, para os pais, despesas com material escolar para os seus pimpolhos. Devido à crise, a situação financeira não está das mais prósperas, mas será que influenciarão as despesas de fim de ano?

Fico pensando se nesse Natal, as famílias substituirão os alimentos típicos dessa época com alternativas mais baratas, pois deixar de comemorar, jamais! Alguns acreditam que o consumo de Frango “comum” irá aumentar, já que o bacalhau, Chester/Fiesta, Peru e Tender são mais caros.  Só para ter uma ideia, um frango “comum” custa em torno de R$6 o kilo; um inteiro limpo e congelado por R$19,90; Fiesta/Chester de 3,9kg por, em média, R$48; Tender por R$42 o kilo; Peru de 4,2kg (temperado e congelado) por, em média, R$61. Pode ser que esses valores acabem influenciando na hora de decidir o cardápio de Natal. Não só do alimento, como também das bebidas: há quem acredite que o champanhe possa ser substituído por cervejas e/ou vinhos nacionais. Quem sabe até refrigerantes, nunca se sabe. 

Por outro lado, produtores e empresas de carne bovina e suína não perderam suas esperanças. Levando em conta que essas festividades são comemoradas aos finais de semanas, muitos tem como tradição reunir a família no domingo para confraternizar com churrasco. Apesar da carne bovina estar custando, em média, R$22,27 e a suína R$15,87, muitos preferem economizar em outras despesas do que deixar de lado a picanha do fim de semana (afinal, é uma vez por ano). Geralmente é difícil quebrar costumes tradicionais, repetidos impreterivelmente todo ano. Pode ficar apertado as contas, mas sempre dão um jeito de realizá-la, nem que seja dividindo todos os gastos, comprando meses antes (os mais precavidos, já que na véspera tudo se torna mais caro) ou comprando cortes mais baratos. Nem mesmo os produtores de ovinos jogaram a toalha, apostando nas tradições natalinas para a venda de seus produtos nobres.

Algumas pessoas podem ir além dessas comidas típicas e apostarem em outras, não muito comum para esses tempos natalinos, ainda mais aqueles que comemorarão em grupos menores. O tradicional Peru de Natal pode ser substituído por macarronadas, feijoadas, lasanhas, strogonoff, canelones, carne assada, etc. Nem todos se importam em seguir à risca o que a época “exige”, apenas querem comer (tipo eu). Se a refeição principal não satisfazer, a caprichada pode ser na sobremesa mesmo. Melhor parte: terminar de comer mas deixar espaço para os eternos pudins, bolos, tortas e manjares distribuídos na mesa. Ou fruta mesmo, para quem é saudável.

Independente do que estiver sendo servido à mesa, o mais importante é não deixar de comemorar. Se será frango ou Peru, Pernil ou Cordeiro, o que vale é a lembrança de uma refeição saborosa no meio de quem a gente gosta (ou não gosta...vai quê), e usar a criatividade para preparar o ambiente e a ceia para aquela imprescindível foto de todos reunidos. Até porque, dependendo da fotografia, não dará para ver os detalhes dos alimentos. Quem investigará se aquilo na taça é Guaraná em vez de Champanhe?

 ~VK ~


Mais informações:

Os preços expostos desse post foram obtidos do site do Instituto de Economia Agrícola, e podem ser acessados por aqui:
http://ciagri.iea.sp.gov.br/nia1/precos_medios.aspx?cod_sis=4

Demais, retirados do site do Extra.com

;)


domingo, 29 de novembro de 2015

Além daqui, além de lá ~




Parece meio místico pensar que posso dividir o peso com o vento, a lua e as árvores. A brisa fria tocando minha pele, não deixando eu mergulhar tão fundo aos pensamentos; a luz branca do luar iluminando o caminho e fornecendo um conforto como sempre me proporcionou; as árvores em sintonia com o vento, chacoalhando seus galhos, fazendo soar uma refrescante melodia que me prende a atenção. Talvez pensar demais num assunto não seja o ideal. Fixar os olhos no chão enquanto caminho sem rumo menos ainda.

É olhando para frente que encontro a maioria de minhas respostas. Literalmente para frente. Parece tão óbvio, mas depois de ouvir e refletir nessas palavras que me dei conta como não fazia isso. Seja achar ideias, ou pensar em soluções para problemas que a vida trás, tinha o hábito de fechar-me em mim, olhar para dentro, achando que todas as respostas sairiam daqui, que EU que deveria buscá-la...até o dia que arrisquei olhar para o horizonte.

Além de mim, além do meu interior, olhar o mundo e ver um terreno profundo e ilimitado, que me puxa pro seu infinito, me mostrando outras trocentas possibilidades e caminhos, que fechada em mim não encontraria. Durante todo esse tempo me rodeando, mas até então ignorado, como se não pudesse tirar nada do que está de fora do meu próprio universo. 

A mente parece clarear quando vejo a amplitude à minha volta, ver que há mais coisas do que somente à mim. Há mais onde se apoiar. Sem pensar, sem se preocupar, apenas sentir a vida ali. Sentir cada elemento, e recordar que faço parte de um Mundo, e não apenas do Mundo dentro de mim. Uma maneira de me distanciar, mas sem necessariamente me isolar.

~ VK ~

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Falando em Público ~

Por muito tempo fui uma das pessoas mais tímidas da face da Terra. Não só tímida, como indiferente. Ou talvez a indiferença veio pela timidez, ou vice-e-versa...que seja. Confesso que não tinha a mesma autoestima que hoje, muuuuuito pelo contrário, tinha aquela mentalidade de que qualquer coisa ou alguém era melhor que eu, e por isso, minha “inabilidade” deveria ficar mais escrachada ainda. Falar em público era horrível, ainda mais sabendo que algumas pessoas estavam ali me julgando e rindo descaradamente. Não lembro exatamente quando, mas tudo isso começou a mudar no Ensino Médio.

Não sei dizer detalhadamente o processo, porém, muito dos trabalhos que tinha que apresentar, era de algum assunto que eu entendia bastante. Por isso, falar era muito mais simples, não exigindo nada decorado. O conhecimento fluía da mente às palavras naturalmente, como se eu estivesse conversando com alguém, e não fazendo uma apresentação. Só então percebi que nessas horas a confiança vinha sem esforço algum.

Aos poucos fui lapidando essas ações, melhorando postura, voz, contato visual, tudo para que a pessoa pudesse entender melhor a informação passada, ao mesmo tempo que sentisse que eu estava segura do que falava. Até hoje, quando vou fazer alguma apresentação pública, tento enxergar mentalmente que estou apenas discutindo um assunto “informalmente”, sem levar tanto a sério como se minha vida dependesse daquilo. Provavelmente em alguma parte ou outra posso acabar gaguejando, mas não penso nisso como falta grave, é normal, acontece, ainda mais quando o roteiro de minha mente escapa um pouco da linha de pensamento tornando essa falácia uma bagunça de informações cuspidas. Aí entra outro ponto que me foco quando vou planejar uma apresentação: se eu fosse a ouvinte, como eu gostaria que a pessoa se expressasse? O que não iria querer que fizesse? Tento ao máximo evitar fazer algo tedioso e cansativo de se assistir.

O que mais me motivou a perder o medo, foi ver a aprovação das pessoas, ver que escutam quando falo, que demonstram interesse, e, principalmente, ENTENDEM a informação que passei. Melhor ainda quando procuram saber mais, fazendo perguntas, querendo aprender (adoro gente que quer aprender, sério). E se eu não souber responder? Bom, para evitar problemas do tipo, antes de qualquer coisa, procuro estudar muito sobre o tema, tentando cobrir qualquer brecha que poderá surgir eventualmente, ter em mente o que falar e que dúvidas podem ser levantadas sobre isso. Geralmente, procuro falar de modo que não fique questões pendentes, cujas informações sejam o suficiente para a compreensão, sem ficar confuso nem nada. Dá trabalho sim absorver o máximo de informação sobre, porém, como conhecimento nunca é demais, não vejo problema em investir tempo (e neurônios) nisso. Até porque, quanto mais domino o assunto, mais fácil será para falar sobre ele, resultando em bem menos nervosismo (pois tenho ciência de que assim errarei bem menos) e maior domínio na hora de planejar um raciocínio para ser passado.

Óbvio que nem sempre consigo ficar tão a par do assunto, caso tenha ocorrido algo de última hora, não tem jeito: minha solução é manter a postura e fazer cara de que sabe do que está falando. Percebi ao longo desses anos que quando você fala com confiança, mais fácil da pessoa acreditar, ainda mais se você souber que ela não entende muito do assunto (isso em qualquer área da vida). De qualquer forma, procuro ao máximo saber bastante antes de me expor, afinal, se for para falar groselha, melhor ficar quieta. 

Não há forma melhor do que treinar falar em público do que treinando. Sempre que posso tento me expor ao máximo, seja fazendo seminários, me propondo a apresentar trabalhos em eventos, ou treinando indiretamente com amigos e familiares. Escrever também me ajuda, afinal, exige organização de ideias também. Não basta saber falar, mas sim COMO falar, se preocupar como chegará aos ouvidos dos outros. Não adianta ficar ali balbuciando alegremente se a pessoa não está entendendo o que quer ser dito, saindo dali do mesmo jeito que chegou.

Enfim, 16 anos depois de muita timidez, finalmente tomei coragem de ficar pondo a cara à tapa. Com certeza ainda estou sendo julgada, mas tenho em mente que por mais que me esforce, não consigo agradar a todos, sempre haverá alguém que irá reprovar. Porém, gosto de saber que, pelo menos, fiz meu melhor. Ainda tenho muito o que aprender, mas o primeiro passo já estou dando: não ter medo de tentar. E só me colocando assim, em frente ao público, vou começar a ter reconhecimento de meus trabalhos. Não adianta eu ter me dedicado tanto em algo para ser guardado só para mim. A parte divertida da vida é sempre compartilhar algo com alguém, seja momentos, experiência, conhecimentos, ou qualquer coisa que desejar.

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sábado, 21 de novembro de 2015

Procrastinando Produtivamente ~

Procrastinar é uma ação que vem desde o nascimento. Não é difícil aprender como se faz, muito menos adquirir esse hábito. Ela simplesmente flui e quando vamos ver, já foi, e mais uma tarefa foi deixada para depois. Porém, há um lado positivo nessa enrolação toda, ao menos para mim.

Quando tenho uma tarefa para fazer, tudo se torna mais interessante, inclusive OUTRAS tarefas pendentes, e acho que isso que faz eu não perder taanto tempo assim. Querendo ou não, não fico enrolando fazendo nada, mas sim terminando outras atividades (que reconheço, não são urgentes). São nesses momentos que meu quarto é voluntariamente arrumado, unhas são feitas, gavetas reorganizadas, descarto todo os papeizinhos que encontro, livros remanejados, etc. Com certeza essas coisas ficariam esquecidas por um tempo, porém, são imediatamente lembradas nos momentos que estou procrastinando algo importante.

Não sei dizer até que ponto isso pode ser positivo. Talvez, se no final tudo for feito, continua sendo bom, afinal, apesar de ter dado uma enroladinha, a tarefa foi cumprida no fim do dia (ou da semana, depende do prazo). Ainda: não só terminei o que precisava como fiz o que NÃO precisava. Sinto que perco muito mais tempo quando não faço um cronograma do que fazer naquele dia, gosto muito de trabalhar com lista de tarefas, mais ainda de chegar à noite e ver que cumpri todas. Se tento me planejar de cabeça, ou na hora, acabo passando MUITO tempo mais andando para os lados ou pensando no que fazer agora do que realmente produzindo.

Agora mesmo, eu devia estar estudando, pondo matérias em dias para não acumular, mas não, cá estou escrevendo enquanto escuto música e vejo vídeos. Perdendo tempo? Depende. Posso estar não cumprindo o dever, mas estou criando, ao mesmo tempo que aprendendo algo nos vídeos que vejo, tirando até mais inspirações textuais. Olhando por esse ângulo, continuando estando ativa e no lucro, só com menos tempo para fazer o que foi procrastinado. Bom, não ligo, apesar de tudo, funciono melhor sob pressão horária.

Ainda quero chegar no nível que, quando tenho algo para fazer, simplesmente vou e faço (bem feito) independente da motivação do momento. Ou melhor, sempre tendo motivação. Creio que isso é extremamente possível de acontecer, basta condicionar o corpo. Nosso organismo entra em piloto automático após uma série de ações repetitivas, e creio que procrastinar entra nessa. Chega um momento que, mesmo você estando disposto, seu corpo está tão acostumado a enrolar ao ver que tem algo a fazer, que começa a bater uma preguiça caso você não vá IMEDIATAMENTE. Ao contrário, se começamos a realizar atividades sem nem pensar em enrolar, aos poucos a preguiça vai sendo retirada do piloto automático, e começamos a fazer as coisas devidamente, no “tempo certo”, fazendo as horas renderem ao máximo, sobrando tempo para ficar de pernas para o ar só na ociosidade.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O martírio das livrarias ~



É um hábito meu toda vez que saio, acabar visitando uma livraria (ao menos quando há disponível). Mesmo sabendo que 99% dos títulos que irei ver são os mesmos, gosto de passear no meio das prateleiras e bancadas. Não sei porque me dá essa sensação de prazer, talvez pela falsa impressão de ter todos aqueles livros ao alcance de minha mão. Raramente compro algum, mas vontade de levar ao menos cinco nunca falta, sem falar que me dá um bem-estar enorme ficar ali no meio de tanto livro, só folheando e sentindo o cheiro das folhas novinhas.

Apesar das capas convidativas, os preços nunca são simpáticos. Acho salgado pagar R$40 num livro relativamente fino, saindo caro mais pela matéria prima ou pelo autor. Sebos andaram caindo do meu conceito, pois ultimamente andam cobrando tanto quanto um novo, com a diferença de ser usado e poder estar desgastado. Muitas vezes vale mais a pena aguardar um pouco e comprar em feiras de livros, sempre há alguns stands com descontos mágicos! Sinto falta de comprar em lojas físicas: prazer de entrar, buscar nas prateleiras, tocar e levar na hora. Infelizmente, os preços dos livros nas lojas virtuais costumam ser mais em conta, ainda mais coletâneas que sempre entram em promoção.

Tenho em mente uma lista de livros para ler, entretanto, não queria comprar até terminar todos que tenho em casa (clássica mania de haver uma maior demanda de livros chegando do que sendo efetivamente lidos). Quando terminar tudo, espero que os que quero tenham baixado de preço, seja por promoções ou simplesmente por não ser mais lançamento e ter saído de “moda”. É um martírio desejar adquirir tantos mas não estar em condições para isso. Apesar da alegria momentânea que me inunda de início, logo depois o sentimento de culpa se apodera da consciência, e essa perdura por um looongo longo tempo.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

5º Simpósio “Aprender com Cultura e Extensão”

Após mais um ano como bolsista de um projeto do programa “Aprender com Cultura e Extensão” (mais informações no final), enfim chegou o dia de expor esse trabalho para professores da comunidade USP.




O “Simpósio Aprender com Cultura e Extensão” encontra-se em sua quinta edição e, desta vez, foi realizado no campus de São Carlos. Ele ocorre até amanhã (18/11) com as apresentações dos projetos da Área de Humanas. Hoje, todos foram da área de Biológicas e Exatas. Além da Solenidade de abertura, o primeiro dia do evento contou também com uma palestra ministrada pela Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e uma apresentação da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo.




Não só apresentei meu projeto como aproveitei para conhecer aquele campus, pois nunca tinha pisado na vida. Fiquei maravilhada com a beleza do lugar (assim como fiquei com a ESALQ). Não que seja suuuuuper diferente e exótica, pelo contrário, há uma boa área arborizada, prédios similares com o da Cidade Universitária, mas beem mais fresco do que Pirassununga (ao menos eu achei). Tem mais cara de Universidade, provavelmente porque não é uma fazenda com vários rebanhos e criações como Pira. O portão não fica à 4km dos alunos, o que já é um ótimo ponto positivo, pois não os isola tanto. A cidade me lembrou um pouco uns locais de Guarulhos, não é tão cara de interior assim, é bem mais “habitável e moderna”. Creio que morar ali não seria tão difícil como aqui. No caminho, também passamos perante a UFSCAR, não chegamos a entrar, claro, mas foi bom ter conhecido ao menos a fachada, já que também nunca tinha visto (nem por internet).







Os Projetos
Os pôsteres foram expostos no Centro de Eventos em vários painéis ali dispostos. A organização pareceu-me melhor do que a de 2014; foi mais fácil encontrar onde eu ficaria e dessa vez havia vários alunos como monitores orientando tanto alunos como professores. Tive sorte de ficar num lado mais aberto, pois o espaço era pequeno, e muitos corredores ficaram bem estreitos, dificultando DEMAIS  a passagem e visualização dos trabalhos (sem atrapalhar o fluxo), sem contar o calor que ali concentrava.

Na parte de cima, havia uma exposição do “Bicho: quem te viu, quem te vê”, um projeto que visa conscientizar a população à respeito do número de atropelamento de animais nas estradas. A exposição simulava as rodovias, contendo animais taxidermizados que morreram atropelados, algumas réplicas, crânios, marcas de pegadas, amostra de vegetações nativas e painéis temáticos – uns de determinados tipos de ambientes, como cerrado e caatinga, e um outro sobre ter animais conosco, expondo pequenos cenários caseiros com bichos de pelúcias, painéis de paisagens, bebedor de beija-flor e gaiola.








Infelizmente não foi possível eu conhecer trabalhos de outros alunos. Estava muito interessada em alguns, como um projeto do Instituto de Matemática e Estatística, outro do Cebimar, além de outros que não cheguei a ver, mas queria. Minha avaliação acabou tarde, então, nem tempo de explorar o campus consegui. Havia trabalhos da Medicina Veterinária, Zootecnia, Educação Física, Matemática, Odontologia, Ciências Biomédicas, Medicina, Terapia Ocupacional, Nutrição, etc.

No ato da inscrição, ganhamos um vale-lanche e uma sacola retornável com o nome do Simpósio, juntamente com um bloco de notas, caneta, CD’s com trabalhos anteriores e folhetos com a programação. As avaliações terminaram por volta das 16h30, aguardando, então, apenas a divulgação dos três melhores projetos.

Meu Projeto
Meu trabalho foi sobre o projeto “Elaboração do Boletim Eletrônico do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal”.



O projeto tem como finalidade utilizar da multidisciplinariedade como ferramenta para apresentar aos alunos novas áreas de atuação de sua profissão, de como as pesquisas tem evoluído e aguçar o interesse dos mesmos pelo estudo da ciência animal como um todo. Tem como objetivo também auxiliar na formação acadêmica, por envolver leitura de artigos científicos e técnicos e aprender a referencia-los. Por não abranger uma área em específico, o aluno terá a oportunidade de ao fim do projeto desenvolver o senso crítico frente ao mercado de trabalho e ao mundo acadêmico. O resultado esperado é a elaboração de um boletim mensal que permita contribuir para o desenvolvimento científico dos interessados.

Durante esses 12 meses, fiz a seleção mensal de artigos que envolviam agronegócio num contexto socioeconômico e também os que relacionavam com o Bem-estar Animal. Também realizei o levantamento de livros da área de Ciência Animal lançados no mês referente, além de anúncios de empregos, concursos e outras oportunidades. Diariamente atualizava a página do LAE do Facebook com notícias recentes de Agronegócio.

O acompanhamento constante de notícias e artigos deu-me uma visão maior do agronegócio no contexto mundial, dando-me informações atualizadas do mercado, novidades e a situação internacional da Ciência e Produção Animal. Essa gama de informações forneceu-me conhecimento das diversas possibilidades de atuação do profissional veterinário que não são assuntos habituais da graduação, e a influência do profissional na Economia Mundial. O contato com artigos científicos deu-me o conhecimento das pesquisas atuais que estão sendo desenvolvidas, cujas descobertas inovadoras não estão disponíveis na literatura didática publicada até então.

Esse acesso à novas informações proporciona ao aluno um maior desenvolvimento pessoal e profissional, mantendo-o a par dos acontecimentos e pesquisas recentes, permitindo que tenha um maior conhecimentos dos assuntos de sua área com essa aquisição de conhecimento complementar. Além disso, o aluno tem a oportunidade de se familiarizar desde cedo com os artigos científicos para futuras pesquisas mais à frene de sua formação ou até mesmo em uma Iniciação Científica.



Mais informações:

Aprender com Cultura e Extensão: 
http://prceu.usp.br/aprender/

Bicho - Quem te viu, quem te vê:
Página do Facebook do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE):
https://www.facebook.com/LAE.FMVZ.USP


Edições do Boletim disponíveis em:



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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Quem ainda lê revistas??" ~



Esses dias estava lendo artigos na internet, e na busca de matérias pelo Google, deparo-me com uma notícia antiga que falava do corte que a Editora Abril realizou uns anos atrás, fechando várias publicações e demitindo uma galera aê. Chamou-me a atenção um post de um blog aleatório que comentava isso, alegando que era previsível pois “hoje em dia, quem ainda lê revistas impressas?”.

Achei engraçado o jeito que a questão foi colocada. Posso estar enganada, mas pareceu julgar que só gente esquisita ainda compra revistas impressas. Lembrou-me muito o debate que teve sobre a possível extinção dos livros perante os e-books. Sinceramente, assim como estes, creio que ainda há muitos que preferem uma leitura de papel do que virtual. Eu mesma acho muito melhor estar ali, com a publicação em mãos, folheando-a e fazendo marcações pessoais (caso ache necessária) do que fazer isso numa tela iluminada. Sei lá, parece-me muito superficial, maior sensação de que no virtual não existe, é só uma ilusão de um texto real. 

Tenho ciência de que alguns defendem os digitais devido à economia de papel e tals, mas tenho minhas dúvidas. Li uma vez uma pessoa falando sobre isso, dessa suposta “economia” que os computadores e afins trouxeram para nós. Porém, parece que andamos desperdiçando muito mais. Por quê? Simples: antes, quando escrevíamos ou usávamos aquelas máquinas de datilografar, quando cometíamos um erro, resolvíamos passando um corretivo em cima, corrigindo apenas o ponto que erramos e continuamos. Agora, com impressoras, quando algo sai errado, as pessoas simplesmente jogam fora e imprimem um novo, pois é bem mais prático do que corrigir, fora que fica esteticamente melhor. E o que isso tem a ver com revistas ainda impressas? Acho que nada, mas só quis citar porque achei interessante. 

Voltando...

Com certeza a venda de exemplares impressas deve ter diminuído, até porque, sabendo da preferência de alguns em ler versões digitais, muitas editoras disponibilizaram suas publicações nesse formato. Todavia, ainda há os mais “clássicos” e conservadores, que vão preferir ter suas revistas ali, em suas mãos, podendo fazer marcas pessoais no qual num digital não é possível. Sem falar que, dependendo da publicação, do que ter guardado apenas os digitais, é muito mais legal ter a coleção ali exposta na prateleira de casa, ainda mais aqueles livros e/ou revistas com a lateral temática. Fora aquelas que você compra e vem algum brinde junto, seja pôster, calendário ou algo do gênero. 

Publicações digitais jamais tirarão, ao menos de mim, o prazer de visitar bancas de jornais assim como faço com livrarias. Gosto de ter exposto toda aquela infinidade de revistas, de diversos temas e gêneros, me convidando pela capa a levá-las embora. Nem se compara a sensação de passar o mês esperando ansiosamente pela edição seguinte, visitando semanalmente alguma banca para ver se chegou e o jornaleiro dizer que sim, tirando um exemplar para você.

Enfim, sei que a preferência é de cada um, mas meu caro, se você se pergunta se ainda há quem adquira revistas impressas, pode ter absoluta certeza que há sim! x3

~ VK ~

Quatro meses e meio de progresso (e regressos) ~



Meu curso em Pirassununga se aproxima da reta final. De agosto até metade de dezembro vivi muitas situações inéditas que me ensinaram algumas coisas e me confirmaram outras. Passar um semestre inteiro longe de sua “vida” (sim, a minha ficou toda concentrada em Guarulhos/Sampa), em meio a gente “desconhecida”, dividindo aposentos com eles e olhando diariamente para a cara de cada um, fez eu enxergar muitas coisas.

Dispensando a parte de que pude ver como mulheres podem ser sujas, porcas e sem noção de coisas básicas (como, por exemplo, atolar a pia de resto de comida entope sim, minha querida, entupiu mais de 987865765 vezes e a senhorita não aprende), essa temporada deu-me uma luz em alguns pontos em que era totalmente descrente: 

  • Anos atrás, antes mesmo de entrar na faculdade, sempre que chegava meses de agosto/setembro, ficava saturada de estudar feito uma condenada no cursinho, desejando logo que essa vida acaba-se para ao menos me matar de estudar algo que eu quero para a vida. Acreditava que não me irritaria estudando loucamente algum assunto de meu interesse profissional, mas 2015 me mostrou que não, que estava completamente enganada e que me estressaria MUITO com matérias de minha área. O medo de ir mal nas provas e tomar DP, juntamente com a frustração de mais acabar decorando do que aprendendo, me rendeu boas semanas de gastrite e uns desvios psicológicos. Fora isso, voltou a me bater sentimento de culpa sempre que parava para respirar, tendo fé que estaria desperdiçando tempo dando uma pausa na taquicardia.

  • Por outro lado, esse estupro mental me deu um tapa na cara, me mostrando como estava usando o tempo mal, procrastinando deliberadamente e sendo uma expert em enrolação. A preguiça de me esforçar me acometeu bravamente, e só agora estou conseguindo fazer com que se desprenda de mim.

  • Num outro ângulo ainda, quando comecei a parar de enrolar, vi como posso ser produtiva, e isso foi ótimo para a autoestima, pois pude ver que ainda não perdi meu lado mais CDF e meus neurônios não me abandonaram (ao contrário do que imaginava desde 2013). Sempre tive facilidade em aprender, mas estava com preguiça de fazer isso (“acomodada” talvez seja o termo mais apropriado).

  • O fato de eu usar mal o tempo devido à enrolação, foi o maior responsável por eu não conseguir ler mais meus livros, nem escrever, nem efetuar hobby algum. Enxergar isso foi mais que o suficiente para voltar à realizar essas atividades que sempre amei. S2

  • Esse período afastada do mundo, fez eu repensar um pouco sobre mim mesma: quem sou, do que gosto, do que não gosto, do que sou capaz, etc. Percebi que andei meio perdida em mim mesma nesses meses longe do ambiente em que sempre vivi e das pessoas que fazem parte do meu círculo social, digamos que passei uns meses sem orientação. Foi tanta mudança e novidades que esqueci de minha essência como Vivian.

  • O começo foi bom mas meu lugar não é aqui. Quando morava na cidade, sempre havia momentos em que eu cansava de tudo e queria me refugiar no interior, pois me sinto muito bem na calmaria das cidades pequenas, contato maior com natureza, sem o estresse, correria e multidão de São Paulo. Não que Pirassununga seja um lugar ruim, pelo contrário, moraria aqui, mas né...novamente, minha vida não está aqui. As pessoas que gosto não estão nesse lugar, e sinto MUITA falta de tê-las por perto ou ao menos saber que são facilmente acessíveis. Estando à 200km de distância, sem carro, só dependendo de caronas ou ônibus CAROS, dá uma ideia enorme de que estou ilhada. Mesmo que a internet possibilite que eu fale com elas, JAMAIS será a mesma coisa que encontrá-las pessoalmente.

Após esse momento de epifania, espero poder melhorar nas partes que regredi, e acredito ter confirmado o valor que as pessoas do meu círculo social têm para mim. Não ter pessoas com quem falar qualquer groselha jogada num canto aleatório faz uma falta enorme, ainda mais sabendo que não te julgarão mal por nada. Creio que agora as coisas vão começar a andar, livros enfim serão lidos, textos escritos e o tempo melhor definido. Tive muitos momentos ruins e perdidos, mas sinto que finalmente me reencontrei de vez. Foi bom para poder enxergar como estava me afastando de mim mesma e como posso fazer minha vida fluir melhor, além de aprender a separar melhor o útil do inútil.

Feliz em saber que não perdi a habilidade de tirar ao menos alguma coisa boa de uma experiência um tanto ruim.

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sábado, 14 de novembro de 2015

Antes que o ano acabe ~


2015 está sendo um ano bem corrido. De Janeiro até hoje, MUITAS coisas diferentes aconteceram. Situações bem distintas que fizeram o tempo passar despercebido pela minha consciência. Acontecimentos inéditos que foram adicionados à minha "bagagem experimental" e me forçaram a enfrentá-los sem muito preparo. Não, não chegou a ser suporte-zero; mesmo sendo situações novas, os 23 anos de vida me auxiliaram a vivê-las sem muito prejuízo e dificuldade. Mas foi bom. ESTÁ sendo bom.

Pensei muito e vi que já enrolei demais para voltar a escrever. Passei a crer que foi mais por preguiça/comodidade do que apenas "cansaço cotidiano". Perdi muitos bons hábitos nesses últimos 2-3 anos (escrever espontaneamente  é um deles), porém,  pretendo recuperar todas, mas fazendo-as melhor que antes (ao menos tentar).

Então, antes que o ano acabe  vou tocar esse blog de novo. Já ficou na sarjeta demais. Ando com ideias, entretanto, motivação maior é a pura vontade de largar a preguiça lazarenta, e a saudade de transformar pensamentos em palavras. Saudades de CRIAR algo meu, pessoal. Portanto, cá estou de volta. Sei que o início será mais complicado (muito tempo parada sem fazer a magia textual surgir), mas acredito que persistindo e mantendo um treino regular (diário), logo volto à esse mundo das letras.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Alfredo ~


(Talvez esse conto não faça sentido para alguns. Foi baseado em histórias internas de 2006-2007)

Já fazia sete anos desde que se aposentou de seu emprego de mordomo. Costumava trabalhar para uma moça que morava sozinha, mas vivia recebendo visitas de amigas. Não reclamava, sempre gostou do seu trabalho, principalmente das viagens que elas o levavam. A casa constantemente estava cheia, achava engraçado ver aquelas garotas (ou já se poderia dizer mulheres?) na maior algazarra feito meninas numa festa do pijama. Apesar de agora estar tranquilo em sua vida, podendo acordar a hora que quiser, usar o tempo como preferir, sentia falta da agitação daquela casa.

Alfredo morava sozinho numa casinha no interior, não tão distante de onde servia. Às vezes se sentava perto da janela, bebericando um delicioso café que só ele sabia fazer (e que a mocinha gostava muito), olhando para fora. De lá, era possível ver parte da casa onde trabalhou, que hoje, estava vazia. Sua moradora havia se mudado, desde então, nenhum outro habitante pisou naquele terreno. O grande jardim, que sempre cuidou com muito zelo, estava parecendo uma selva. As janelas e cortinas fechadas, mal possibilitando visualizar o lado de dentro. A pintura estava desgastada, e o portão levemente enferrujado. 

“Ai ai, madame...”

Vários momentos de seu dia suspirava pensando em como era feliz naquele lugar.Sabia que não era um trabalho fácil, as garotas eram muito geniosas, vivia correndo para cima e para baixo atendendo seus pedidos. De vez em quando o sacaneavam, mas não sentia maldade em suas brincadeiras, apesar de nem sempre ter certeza se era brincadeira ou não. Seu evento predileto eram as sextas à noite, no qual as meninas se reuniam para conversar e rir a noite inteira, sempre acompanhadas de caixas de Pizza Hut. Achava graça em ver aquelas supostas donzelas se acabando nas pizzas feito umas desesperadas, sempre rindo e gritando com ele. 

Dava-lhe um  aperto no coração quando recordava desses momentos. Era bem cansativo, porém, sempre sentia que valia a pena. No fundo, tinha ciência de como sua madame gostava de tê-lo por perto. Sentia-se importante e útil. Toda manhã levantava da cama sabendo que alguém o esperava e precisava dele. Nos dias que ficava doente, a moça fazia questão de cuidar para que melhorasse logo, mostrando sua gratidão. Era inegável o vazio que habitava seu interior agora que estava sozinho. Infelizmente, a patroa teve que se mudar e não podia levá-lo com ela. Até lhe ofereceu a casa, mas o que faria com aquele tanto de espaço? A sensação de solidão só aumentaria. Era difícil engolir aqueles corredores e cômodos sem ver as meninas zanzarem por ali.

Apesar de tudo, sabia que uma hora esse dia chegaria. Não poderia servir à garota para sempre, e nunca sabia se ela voltaria viva para casa. Tinha um “emprego” complicado que nunca entendeu direito, mas sempre orava para que tudo desse certo e a vitória estivesse sempre ao lado dela. Provavelmente não entendeu direito o que seria servir à uma amazona. Era tão jovem, não conseguia imaginar que aquela espivetada que vivia gritando por seu nome pela casa pedindo comida também saía por aí em guerras santas. Se preocupava muito, a via como a filha que nunca teve. Na época ela tinha por volta dos 22 anos, e ele já beirando os 47.

Todo dia se lembrava desses tempos, ainda mais porque em cima da lareira da sala, havia um porta retrato com uma foto dele com as garotas num dia na praia. Sempre deixava escapar uma risada quando olhava, lembrando como foi divertido aquele dia. Aquela era a única lembrança que carregou contigo além das memórias. Como será que estavam? Haviam mudado? Ou estariam do mesmo jeito que sete anos atrás? Ainda viviam juntas? Queria muito saber por onde aquelas mocinhas andavam, desapareceram e nunca mais obteve notícias. Até se arrepiava quando pensamentos negativos inundavam sua cabeça, imaginando que algo ruim poderia ter ocorrido com alguma delas. Mas logo dava um jeito de afastar essas ideias, não poderia crer em algo assim. A saudade lhe consumia a alma. O que ele não daria para ver de novo aquelas madeixas cor-de-rosa de sua Borboleta esvoaçando corredor à dentro, dando um colorido em sua vida.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vai de Bic? ~



Os atletas têm seus equipamentos prediletos. Os cozinheiros seus utensílios. E os escritores suas canetas. Nem precisa ser profissional para ter preferências, basta gostar de escrever.

Desde criança sou apaixonada por papelarias, sempre que tinha chance entrava em uma. Até hoje carrego esse hábito, é automático me enfiar nos corredores cheios de canetas diferentes, me despertando tremeliques e paixões.

Uma caneta é mais do que uma caneta, é minha companheira de trabalho e criação. Ela que transfere minhas ideias para o mundo real, seja em palavras ou rabiscos, dando um toque único e pessoal às anotações. Por isso, é sempre um ritual quando uma acaba e preciso comprar outra. Sou dessas que adora ir testando canetas diferentes, avaliando a cor da tinta, como sai da caneta, se borra muito, como desliza pelo papel, a “maciez” na hora de escrever, praticidade, estética, etc. Ao contrário de muitos, sou adepta às pontas médias à grossas, sinto um conforto maior na hora de escrever. Já tive meus tempos de ponta fina, mas não como a Compactor; não sou fã de canetas de corpo muito fino, machuca a mão depois de um tempo escrevendo freneticamente.

Hoje foi um desses dias. Minha caneta azul está quase chegando ao final da vida, então fui atrás de uma substituta para ficar de prontidão (sempre ando com duas canetas azuis no estojo, mas esqueci a reserva em casa). Achar uma ponta média legal por aqui em Pirassununga foi bem difícil, e quando achei estava cara bagarai. Minha querida e amada Lakubo 1.0 estava saindo na faixa de R$5,40. Enrolei e tomei todo o tempo da pobre vendedora pedindo para ver várias, mas infelizmente só essa tinha me agradado. Como a grana está curta, acabei me conformando com a velha de guerra BIC (R$0,70). Além dessa da Lakubo, gosto muito da Trillux Medium da Faber-Castell, mas infelizmente só achei na cor vermelha por aqui. As da Molin também são de meu agrado, mas não as acho tão macias como as anteriores. Não cheguei a usar a Pilot Super Grip 1.0, mas parece que é tão boa como a da Lakubo. Uma outra peculiaridade minha é que só compro caneta com tampa. Essas de “click” não batem bem com meu santo, não sei dizer. A estética da tampinha é tão mais atraente aos meus olhos...


Muito amor numa caneta só sz


Enfim, após rodar muito a cidade e fazer a vendedora perder o tempo dela, acabei tendo que criar laços com a Bic Cristal comunzona. Acabo me adaptando, apesar de não ser a mesma coisa. Comprar alguma coisa por falta de opção nunca gera a mesma satisfação ou prazer, não desperta tanto aquela vontade de estreá-la logo. Mas tudo bem, enquanto o financeiro não permite, vou ficando com essa Bic mesmo. Vai que acabo virando amiguinha dela.

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Neguemos porque sim! ~




Há um tempo peguei-me pensando sobre como temos facilidade de negar as coisas. Que coisas? Ideias, pensamentos, sentimentos, pessoas, objetos, tudo que bata de frente como novidade e não sabemos lidar. Às vezes nem sabemos porque que não nos sentimos bem com essa novidade, mas automaticamente a queremos fora de nossas vidas, ou a menos deixamos isso claro quando alguém nos pergunta sobre. E, por ser algo que, teoricamente, não nos agrada de imediato, não tomamos um tempo de nosso dia para pensar sobre ela, se realmente é ruim ou há lados positivos.

Com pessoas, o julgamento inicial costuma dar o parecer final da relação que vocês terá com os outros. Se seu santo não bate, ou a pessoa logo fala algo que não lhe agrada (seja uma linha de pensamento, uma mania, etc), costumamos já nutrir antipatia por ela e então, passar a evitar contato. Ainda mais depois de mais adultos, passamos a dar menos chances para gente nova (ao menos alguns são assim). Não temos mais paciência para aturar desconhecido, e não nos vemos na obrigação de ter que ficar perto se não queremos. O que esquecemos é que a maioria das relações sociais se constroem com o tempo. Só passando mais tempo interagindo e socializando com alguém que teremos uma melhor visão de como ela é. Eu, particularmente, possuo pessoas em meu círculo social que durante bons tempos nunca fui com a cara, por isso evitava aproximação. Entretanto, bastou um período de maior convivência (mesmo involuntária), para eu enxergar que ela não era como eu imaginava, que eu estava errada à respeito dela. Isso também se aplica a pessoas que gostamos; às vezes, uma convivência maior pode nos dar um choque enorme em relação ao terceiro.

Mudanças visuais também são alvos de negação imediata. Pode ser de revistas que resolveram alterar sua forma de apresentar matérias, formato, capa, sites que mudam layout, alguém que resolveu mudar a cor de uma construção, alteração na forma de executar uma tarefa, um logo, uma roupa, etc. Geralmente quando coisas assim ocorrem, a primeira reação das pessoas é de criticar. Muitas nem analisaram direito mas estão metendo pau, mais ainda se ela vê que a grande maioria está fazendo isso (não vai querer ir contra a maré). Não sei se isso ocorre porque as pessoas realmente NÃO GOSTARAM, se dificultou, ou sei lá, ou se simplesmente aquela pequena alteração mexeu com a zona de conforto delas, mesmo sendo visual “Aah, não estou acostumada a ver assim”.

Passando para o lado mais psicológico, outro elemento muito negado das pessoas é a dor. Maioria, ainda mais se forem jovens, não sabem lidar com a dor, ainda mais da perda ou de uma falha. Quando algo ruim acontece, a reação imediata de muitos é querer se fechar à ela. Até aí, normal. Os problemas começam quando a pessoa tenta negar que a dor existe, juntamente com a situação que a causou. Acabam gastando muito mais energia fingindo que nada aconteceu (e o teatrinho não dura para sempre porque requer muito esforço, e qualquer pequena recordação do problema pode trazer todo o peso de volta) e ela não está ali, que a situação não a atingiu, deixando todo aquele sentimento ruim acumular, como se fosse errado expô-lo ao mundo, para ninguém ver que você se abalou. Primeiro que guardar esse tipo de sentimento nunca faz bem à ninguém, só vai acumulando e, quando estourar, costuma ser avassalador. E outra: não aceitar a situação faz a pessoa não pensar à respeito dela, principalmente se foi devido a alguma falha que cometeu (não digo “fracasso” porque é uma palavra muito forte e me dá a entender que foi 100% negativo, e em minha perspectiva otimista, NADA é 100% negativo, sempre tem como tirar algo bom dela). Logo, se não refletirmos sobre situações ruins, dificilmente conseguiremos pensar em soluções e estratégias para evitar que ocorra novamente. E para refletir sobre elas, precisamos aceitá-las em nossas vidas, assumir que aconteceu. 

Enfim, não sei se é coisa da minha cabeça, mas creio que esse costume de sair falando “Não” para tudo que é novidade ou desconfortável acaba virando hábito com o passar do tempo. E isso de negar o novo pode nos fazer perder algumas boas oportunidades de vida. Deve ser natural primeiro pensarmos e enxergarmos só o lado ruim para sóóó depois, com muita boa vontade, voltarmos atrás com o pensamento para ver se há algo positivo nela. Tenho fé que temos muito mais a ganhar se deixarmos esse hábito de negar de lado, e pararmos de olhar para o mundo de um ângulo tão pequeno, com tão poucas possibilidades.

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domingo, 16 de agosto de 2015

Quando você não segue o planejado ~


Antes de vir para Pirassununga, passei vários meses pensando e filosofando como eu iria utilizar o tempo livre pós-aulas. "Não vou gastar 4h para ir e voltar como em Sampa, então terei 4h para fazer o que quiser"; "Aeee, vou ter tempo para ler e tocar o blog de novo!". Aí trouxe livros e folhas, crente que colocaria leitura em dia e teria horas suficientes para pensar e criar novos textos...mas não. A única coisa que NÃO fiz foi criar contos novos, no máximo apenas escrevi posts pessoais dos meus dias (para não perder hábito de escrever).

Não que isso seja algo ruim, pelo contrário. Foi sinal de que andei me ocupando com outros assuntos. Primeiramente, a maior preocupação foi tentar organizar o quarto, cujo espaço é mínimo e os armários muito mal planejados (particularmente falando, pfvr). Anda sendo uma terapia ficar tentando colocar cada coisa num lugar estratégico, como um quebra-cabeça, caso contrário, ficaria uma zona amontoada. A segunda coisa que tem tomado meu tempo, principalmente de fim de semana, são os cuidados "do lar": limpar, faxinar, lavar e passar roupa, coisas assim. Como de segunda a sexta temos aula o diiiia todo, chegando no alojamento já escurecendo, fica ruim de tentar lavar roupa, por exemplo. Aí prefiro fazer aos sábados e domingos de manhã, aproveitando o mega sol para secar tudo.

O terceiro e talvez principal motivo que fez eu não cumprir os planos iniciais, é que tenho optado mais por descansar. Interior, muito verde e passarinhos, fica difícil resistir à sentar num canto por aí e só curtir esse ambiente. As aulas drenam uma energia enorme, aí o que mais quero nos momentos de relaxamento é fazer algo que não exija raciocinar nem nada, logo, acabo não querendo forçar mais a mente a pensar e elaborar histórias diferentes. Parece que não, mas escrever cansa. CRIAR cansa. Você pensa MUITO para conseguir desenvolver uma história que flua bem.



Apesar de ter deixado um pouco de lado esse planejamento inicial, EU AINDA NÃO O ESQUECI! Não desisti de fazê-lo, muuito pelo contrário. Creio que mais para frente, depois de ter me habituado mais aqui e organizado tudo o que preciso, já vou conseguir por as ideias no papel. Além disso, ainda quero fazer um tour pelo campus para fotografar, pois há muuuita paisagem e animais por aqui que renderá ótimas imagens, do jeito que adoro! Consegui umas fotos já, mas nada grandioso, porém, tá valendo.

Estou entrando na vibe tranquila do interior, e isso tem feito um bem enorme para mim. Aqui tenho conseguido dormir BEM melhor, diminuí o ritmo, ando conseguindo parar para respirar, sem ficar sempre na correria e estresse. Tenho certeza que essa situação está só trazendo benefícios. Aliás, acho que assim que deveria ser sempre, mas infelizmente é complicado em cidades grandes, como São Paulo. Lá, se você diminui um pouco o passo para observar a sua volta, é atropelado e xingado por pessoas estressadas. A sensação que tenho é que não estou realmente VIVENDO quando fico na cidade, pois fico sempre na correria de ir para algum lugar longe, pensando na lotação que estará o metrô, se vai dar tempo, etc, que acabo nem prestando atenção ao meu redor. Apenas passo correndo pelos lugares, não os noto. 


É legal mudar de ares assim, sinto muita falta disso ao decorrer dos meses. Gostaria muito de mensalmente, no mínimo, pegar um fim de semana e fugir para o interior (ou outra cidade mais calma), para recarregar energias, por a cabeça no lugar e tal, para então voltar 100% para a guerra que é a vida na metrópole. Enfim, para conseguir VIVER devidamente, não só respirar e manter movimentos por inércia.

Essa nova rotina mais tranquila vai me ajudar na hora de escrever. Não estarei sob pressão nem nada, e o ambiente é bem gostoso para isso, com barulho só dos grilos, aves noturnas e, de vez em quando, de outras pessoas que estão morando aqui no campus. As imagens que tenho "clicado" mentalmente também servirão de inspiração. Como disse, só me habituar a essa nova vida que logo tudo voltará a fluir ^3^ e fluirá bem melhor! Em breve coloco o cérebro para trabalhar novamente, tenho muitas ideias anotadas! Não quero que ele se foque e gaste energia apenas nos estudos. Mas por enquanto, é o que tem para hoje.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O dilema da maquiagem matinal



Maquiagem são coisas lindas e mágicas! São ótimas BFFs para disfarçar imperfeições que faz você se sentir um Orc (mesmo sendo algo mínimo que ninguém repara, mas que na sua cabeça TODO mundo 'tá vendo e julgando mentalmente, ainda mais quando a pessoa chega pra te cumprimentar e você percebe rapidamente o olhar dela naquela espinhazinha ou manchinha que você tentou à todo custo sumir). Elas deixaram de ser só itens de embelezamento estético para virarem aliadas na proteção e hidratação da sua pele, ou seja, super presentes na vida de uma pessoa mega vaidosa como eu. Porém, ter que passá-las corretamente...dá trabalho.

Toda manhã (repito: TODA) sempre fico naquele dilema: faço maquiagem ou não? Não sou dessas que se sente feia sem makeup algum, mas óbvio que um pouquinho aqui ou ali pra realçar os pontos que mais gosto sempre faz um bem para a autoestima. Um detalhe a mais que admiro sempre que passo por uma superfície reflexora. ;D  Não que eu faça algo mega elaborado (até porque não sei), costumo só delinear os olhos e usar batom. Quando estou com muita boa vontade, mas MUITA mesmo, passo um rímel. E por quê? Simplesmente porque acho um saco estar com os cílios mais elevados e cobertos com uma substância preta. Me incomoda. Ela me impede de coçar meu olho com total liberdade (quase arrancando), pois tô ligada que ficarei parecendo um panda depois, ainda mais de manhã que estou meio sonolenta (depois de 1h de aula então...). Fora que os cílios, estando mais proeminentes, ficam passando pela lente do meu óculos, deixando-os sujos. Uó.

Então, toda vez que acordo fico nessa questão: passo lápis + rímel ou durmo mais uns minutinhos? Apesar de pouco tempo, quando tem que pular 5h da manhã da cama, alguns segundos fazem TODA a diferença, e mesmo tendo a prática, não rola delinear com pressa, porque são nessas horas que a vida lhe passa a perna e faz você errar TODO o traço, e às 5h não estou com saco de ficar refazendo delineados, muito menos afim de sair com olho todo cagado. =3=

Por algum motivo, sei lá se é coisa de mulher, tenho a impressão de que, quando saio de cara limpa, as outras acabam reparando e me julgando em silêncio, PRINCIPALMENTE se me vêem constantemente, e um dia, do nada, apareço sem nada. Não sei se no inconsciente isso acaba sendo visto como "preguiça e desleixo", ou se apenas temos um pensamento incrustado de TER que estarmos com algo na cara para aparecer em público. Não nego que às vezes quando estou rodeada de mulheres todas arrumadas e maquiagem feita, e eu sem nada, sinto-me meio diminuída. Mó fubazona no meio das divas -qqq sei que é besteira, mas não consigo deixar de sentir uma pontada de incômodo (e vontade de sair de perto para não sofrer comparações desnecessárias).

Penso nisso todo dia, ainda mais agora que estou no interior. Numa vibe totalmente mais tranquila, a preguiça de fazer um reboco na cara parece que aumenta. Passo protetor solar e um hidratante labial e...é isso. Fico pensando se há necessidade de algo a mais. Não que vá fazer diferença em meu desempenho nos estudos ou se os animais do rebanho vão notar, só faz eu ficar um pouco mais satisfeita comigo mesma (refletindo em meu humor). A vaidade acaba me deixando meio neurótica. Ainda descubro se estou num nível saudável ou exagerado. Vai saber. 


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