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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Zzzzz ~



Como esperado, dei uma sumida do blog. Não achei que ficaria sem escrever absolutamente NADA nesse mês, mas acabou acontecendo. E não por bloqueio mental (na real, nem parei para pensar no que criar dessa vez), e sim por falta de tempo.

Faculdade esse semestre ocupa 10h do meu dia basicamente (fora as 3-4h dentro de ônibus/metrô). Saio de casa antes do sol raiar, e volto quando já está escuro. Além disso, quando chego, única vontade que tenho é cair na cama e hibernar. Disso dá para deduzir que quase não sobra tempo (e desejo) de botar a criatividade para funcionar para sair um texto decente. Até deixei a leitura de lado (faz um bom tempo que meu livro está parado na gaveta).

Aí alguns podem me questionar: "Poxa, Vivian, e o fim de semana?". Olha, sinceramente, quando chega sábado e domingo, o que mais quero é não fazer NADA. Não me preocupar com NADA, apenas viver. Sem pressões, sem horários para terminar um trabalho, sem estresse algum. E nem sempre dá, pois geralmente é no fim de semana que coloco algumas coisas em dia, sejam serviços de casa ou coisas da facul (consertar alguma coisa, verificar outra, limpar armário, reparar alguma roupa, organizar a agenda, estudar matérias da semana, fazer trabalhos, blablabla). Para completar, estou mais focada com a carreira, então utilizo o pouco tempo livre durante a semana para ler artigos e livros sobre a área que quero atuar, aprofundando-me mais no assunto.

Bom, vamos ver se em Setembro consigo por alguma ideia no papel. Sinto saudades de escrever, mas está difícil. Só preciso tentar encaixar de tal maneira a não sobrecarregar nada. Última coisa que quero é transformar o ato de escrever numa atividade negativa e estressante. :S

~ VK ~

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Telefonema, alô, bom dia ~



Estava num meio de um sonho doido quando algo no mundo real me tirou da fantasia. Um "algo" estridente. Um "algo" incessante e persistente. Junto do som que me despertara, o barulho de uma vibração sobre a madeira do criado-mudo colaborava para tudo aquilo se tornasse mais irritante. 

Era meu celular tocando.

E não, não era o despertador. Era alguém me ligando.

"Quem me ligaria a essa hora?". Olho para o relógio e vejo: 11h40. É, acho que seria um horário comum para alguém ligar.

O número da tela é desconhecido para mim, e logo prevejo que só perderia meu tempo atendendo. Deslizo o botão verde da tela. "Alô?"

Um breve silêncio. Aquele silêncio que conheço MUITO bem e faz eu lembrar que não deveria ter atendido mesmo. Antes que desse tempo de eu desligar, surge um voz do outro lado da linha:

- Boa tarde, poderia falar com a senhora Vivian?

Isso. Meu nome. Dito com todas as letras. Nem mesmo "o proprietário da linha", como antigamente. Mas também não seria com efeito: na era do celular, é difícil mentir que eu não seja a responsável, como ocorre com os números residenciais.

Bom, sei que tentar arranjar uma desculpa logo agora seria perda de tempo. Geralmente, essas atendentes, assim que você confirma ser a pessoa, começam a falar e não param. Não param MESMO. Um monólogo lido ou decorado dito de maneira automática e artificial sem intervalo para respirar ou ser interrompido (talvez a intenção seja essa mesmo). E minha educação não permite que eu desligue na cara da pobre alma que está sendo forçada a ligar para os clientes oferecendo pacotes e serviços que nunca estou interessada. Só me resta soltar um suspiro e aguardar o blablabla interminável.

- Verificamos aqui que você faz recargas....blablabla...~

Vou caminhando para a sala.

- ...seu número foi sorteado para uma promoção exclusiva...blablabla...~

Bebo meu matinal copo d'água.

- ...você se beneficiará com...blablablablablabla...~

Fico olhando as folhas do chão lá de fora serem empurradas pelo vento.

- ...terá tudo isso por apenas...blablablabla...~

Aquilo é uma pomba?

- ....só precisaria confirmar seus dados...blablablabla...~

Que pomba gorda. 

- ...então já ativaremos...blablablablablablabla...~

Mas é fofa.

- ...e a senhora já poderá usufruir...blablablabla...~

Eu gosto de pombas.

- ...então, poderíamos confirmar?

- Hum? Não. Não quero.

- Mas senhora, com seu plano at-...

- Não quero.

- Você terá vantag-...

- Nops.

- M-...

- Obrigada. Não.

- Okayagradecemossuaatençãotenhaumbomdia. 

*click*

E desliga. 

E fico aliviada por ter acabado. 

Me livrei? Em parte. Sei que amanhã essa ligação e seu monólogo se repetirão. Sempre repetem. As operadoras ADORAM nos telefonar diariamente mesmo ouvindo NÃO todas às vezes. Vai que um dia nos vence pelo cansaço? Acho que nesse caso não se aplica...tem meu dinheiro envolvido nisso aí. E nem adianta pedir para removerem seu nome do sistema porque, por mais que digam que tiraram e não vão mais ligar, sempre ligam. Eta gente que não desgruda. Ou apenas gente desesperada para conseguir dinheiro com planos mais caros. E gente querendo te dar "bom dia".

Por eles, todo dia meu número é sorteado para alguma promoção. Queria ter essa sorte na loteria, mas por ora, só nessa operadora mesmo. Quem sabe uma hora minha sorte mude, e eu atenda um telefonema com um pouco mais de animação para ganhar um prêmio de verdade.

Enfim, deixa pra lá.

Bom dia.

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sábado, 23 de julho de 2016

Sobre as férias e coisas mais ~

No início do ano eu havia proposto à mim mesma um desafio literário, que constituía em ler pelo menos quatro livros no primeiro semestre, e quatro no segundo. A ideia era readquirir o hábito de leitura, já que nos últimos dois anos eu não li absolutamente nada, no máximo, um livro por ano, e daqueles bem finos, de nem 90 páginas, seja por preguiça como por problemas na administração do tempo (conciliar faculdade com momentos de lazer). Para minha felicidade, estamos quase na última semana de Julho, e ontem finalizei o décimo livro do ano. Yaay! Consegui ir além do planejado, e isso me deixa plenamente satisfeita com meu "desempenho". 

Como sempre gostei de ler, não demorou muito para voltar a pegar as horas livres para mergulhar em alguma história. Além disso, resolvi superar ~um pouco~ meu enjoo de ler dentro de coisas em movimento e comecei a ler dentro do metrô (no ônibus ainda não rola sem eu passar MUITO mal). Como resultado, esse mês já finalizei três livros, e meu primeiro semestre fechou com mais sete. Está sendo um ano bem produtivo para meu campo de literatura. 

Em relação ao meu outro hobby, que é a escrita, está um pouco mais de lado, e estou ciente disso. Apesar de gostar muito, parei de priorizá-la tanto, de me forçar a escrever para não perder o hábito, estipulando metas e tal. Passei a escrever só quando tenho vontade mesmo. Até porque, como disse, é apenas um hobby. Meu foco principal da vida está na veterinária, não na vida de escritora. Gosto muito e tenho um grande prazer em escrever textos e inventar contos, porém, nessa altura da graduação, minha mente precisa se concentrar em outros assuntos.

O maior prazer que tenho em vida é aprender. Amo aprender coisas novas, mais ainda poder pegar esse conhecimento e aplicar em algo (transformando teoria em prática). Gosto de fazer com que essas informações se transformem em algo útil, e não apenas uma cultura que ficará na cabeça. Por isso, aproveitei as férias para aprender algumas coisas simples, mas que muito me interessam, como pintar com giz de cera, pintar o cabelo e fazer máscaras de hidratação mais eficientes (e ficar cada vez mais independente de salões), entre outros assuntos. A Internet tem sido uma boa aliada. De fato, com ela podemos aprender MUUUITAS coisas, há uma gama de informações (algumas muito duvidosas, mas okay, vamos filtrando) dentro dela, além de ter virado a nova enciclopédia.

Deixando o mundo virtual de lado, aproveitei esse mês também para sair mais de casa por puro prazer de passear. Gosto muito de ficar ao ar livre (e abomino ficar trancada dentro de casa), explorar lugares novos, ou simplesmente me acomodar num gramado em algum parque ou praça. Apesar de estar numa cidade grande, ainda consigo sentir o mundo ao meu redor por onde passo: reparar na coloração e distribuição de nuvens no céu, os diversos cheiros que vem de diversos lugares diferentes, a movimentação do vento, o som das árvores, pássaros e insetos, a combinação de todos esses elementos formando uma paisagem dinâmica, as flores que desabrocham em cada praça, diferentes espécies de plantas que encontro, e por ai vai. São muitos estímulos e elementos vivendo num mesmo espaço para prestar atenção, e poder senti-los já é um hábito natural. Dificilmente saio na rua sem reparar nesses detalhes.

Apesar do início das férias ter sido meio confuso e deprimente (tempo livre demais, fico sem saber o que fazer), no geral, foi bem produtiva! Precisava desses dias livres para pensar e reequilibrar a mente, que tanto me atordoou nesse primeiro semestre. Consegui me recompor e fazer tudo o que eu gosto na medida do possível. Ainda tenho uma semana para aproveitar, e bem provável que vou utilizá-la para me preparar a voltar às aulas e a organizar meus horários com aulas, estudos e lazer. Estou bem animada para a chegada de Agosto. :3

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Entre balas e doces ~



Em meus 24 anos de existência, percebi que minha paixão por doces foi diminuindo. Bom, nunca fui aquela formiga louca por uma guloseima melada de tanto açúcar! Mas gostava de ir até as vendinhas do bairro gastar minhas moedas em balas e chicletes. Contava cada centavo que tinha pelo meu quarto e trocava por um saco cheio de docinhos variados, que acabavam até o dia seguinte.

Era divertido ficar rodando o baleiro, sempre na esperança de encontrar algum sabor diferente. Mesmo quando não encontrava, não me importava. Estava feliz com o que via ali: bala de maçã verde, morango, coca-cola e aquela salada de fruta na parte das Dimbinhos. Me acabava. Dentre as simples às recheadas das balas, as que mais gosto são aquelas que parecem puras pedrinhas de açúcar. Coloridas, retangulares, ou até circulares com um vazio de coração no centro, estas são as que mais me dão prazer de comer. Se esfarelam a cada mordida, porque não resisto apenas aguardar se desfazer na boca. E sinto cada pedacinho adocicado caindo para um lado diferente da língua.

Ir ao centro da cidade, era quando meus olhos mais brilhavam: aquelas lojas focadas apenas em doces, esperando nas prateleiras coloridas para serem escolhidas, numa infinidade que não sabia nem por onde começar e nem quais escolher. Queria levar tudo. Ali sim eu encontrava várias novidades de chicletes que ardiam na boca, espumavam, manchavam a língua, ou apenas alguns docinhos a mais que eu não conhecia ou não achava pelas ruas de casa ou na cantina do colégio. Parece não haver limites para a criação dessas guloseimas.

Ainda hoje minha alma enche-se de alegria quando entro numa loja dessa, não sabendo o que encontrar em cada corredor do estabelecimento. Até mesmo aqueles baleiros candy machine, que geralmente tem na entrada de mercados, fazem meu coração palpitar discretamente de felicidade. Esses bons momentos nunca morrem dentro da gente. Não importa se são de apenas açúcar ou de gelatina, com sabor de frutas ou de menta, sempre mantenho algumas balas em minha bolsa, para adoçar meu dia-a-dia quando os momentos tornam-se amargos.

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terça-feira, 5 de julho de 2016

Contos de guardanapo ~



Já faz três anos que conheço essa cafeteria, e sempre que posso, dou uma passadinha aqui nos finais de semana para saborear um café da tarde enquanto crio minhas histórias. Gosto desse ambiente aconchegante, luz baixa, com uma decoração vintage e poltronas para se acomodar em vez de apenas cadeiras convencionais. Muitos vêm para cá para trabalhar, sejam adultos ou jovens. "Café" e "Produtividade" combinam, não tem como negar. Porém, ao contrário da maioria, não trago meu notebook para cá, e sim meu bom e velho caderno. Não me sinto segura de sair por aí com uma artefato caro por essas ruas paulistanas, ao menos um caderno e uma Bic (ou lapiseira) são muito menos tentadoras de serem roubadas do que um computador portátil.

Às vezes, venho para esse tipo de lugar não apenas para criar, mas também para prestar atenção às conversas à minha volta. Não, não faço isso porque gosto de cuidar da vida alheia. Na verdade, meu intuito é ouvir diferentes histórias que essas pessoas desconhecidas estão contando aos seus amigos. No meio desses relatos, às vezes tristes, outras divertidas, posso sorrateiramente pescar uma ideia para um novo texto (relaxa, não reproduzo neles a história íntegra, só me inspiro num elemento ou outro mesmo. Sem crises, por favor). Entre um gole ou outro, anoto num guardanapo algumas palavras-chaves. Em uns momentos, reproduzo em desenhos algumas ideias, ficando bem mais claras para mim, e me inspirando mais ainda.

Em casa tenho guardado algumas dessas anotações que faço por aí, não só de cafeterias; de restaurantes e lanchonetes também. Se estou num ônibus ou num metrô, é no bloco de notas do celular mesmo que elas são registradas. Desses pequenos fragmentos rabiscados, germinam contos mirabolantes, que desabrocham botões de singelos sorrisos ou pétalas de surpresa. Nunca se sabe como posso desenvolver uma ideia, que tipo de texto será extraído de cada uma delas. Confesso que nem mesmo eu consigo adivinhar. Muitas, seguem tantas linhas de possibilidades que levam muitos rascunhos e rabiscos até se focarem numa só.

É gostoso transformar pequenas palavras em grandes histórias. Sinto-me desafiada. Transformá-las em algo maior do que na conversa que foram originadas, exigindo o máximo possível de meu potencial de criação. Tudo bem que nem sempre consigo fazer algo elogiável, porém, fico satisfeita em saber que ao menos minha mente foi despertada para trabalhar em algo novo. Reverter relatos felizes para algo dramático, tristes em misteriosos, trágicos em fantasia, poder brincar com essa diversidade de gêneros, mesclando incontáveis elementos, é um passatempo prazeroso. Sabe-se lá quantas histórias podem ser tiradas de apenas um mísero guardanapo de papel.

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domingo, 3 de julho de 2016

Refúgio caótico ~



Às vezes, tudo o que mais quero é me esticar num gramado e sentir o solzinho de inverno tocar minha pele, enquanto um bando de maritacas se exaltam numa árvore próxima. 

Não conheço muitos lugares no meio da cidade para isso, e faz uns anos que passei a ter uma visão negativa dos parques de São Paulo: pedaços de terra “ilhados” em meio à selva ~suja~ de pedra, que tentam passar a falsa impressão de que aqui na metrópole, você ainda pode se manter conectado à natureza. Parece uma forma de tentar compensar a enorme poluição química/visual/auditiva/psicológica que Sampa bombardeia diariamente sobre nós.

Fico sentada num desses parques, cercada  por árvores, gritos de criança, ouvindo as buzinas nervosas do outro lado do portão, sem encontrar a calmaria primária que eu procurava, consciente de que ainda me encontro em meio ao caos, vivendo uma experiência artificial do que eu desejava.

Cidadãos que não parecem enxergar o mundo em que vivem; olham para frente sem enxergar tantos elementos vivos ao seu redor: árvores que cantam junto ao vento, o sol que pinta um imenso crepúsculo todo fim de tarde, flores que desabrocham a cada estação, coloridas borboletas que rodopiam cruzando seu caminho quando caminha até seu trabalho, e até a chuva, que era tão bem recebida em sua infância (ou quando está de férias no interior), passa a ser vista como um castigo quando cai sobre a cidade (exceto em épocas de intensa seca).

As pessoas daqui parecem sentir pavor de se molhar. Parecem ter se afastado tanto da natureza que vira um absurdo querer se reaproximar dela. Senti-la passa a ser “inviável”. Até mesmo parar para observar, ou até tocar, um inseto, é visto com maus olhos pelos outros, como se fosse doentio você admirar essas pequenas criaturas que estavam aqui bem antes da gente surgir, mas que causam repugnância à maior parte da sociedade. Além disso, vejo cada vez mais animais de estimação sendo humanizados, perdendo o direito de ser o que são, tendo desejos humanos impostos como seus.

A cidade grande se apresenta aos meus olhos como um lugar doente, cheio de mentes doentes, que nos oferece diversas comodidades, produtos e serviços em troca de uma vida superficial e fútil, como se levar uma vida sob o intenso estresse e correria do dia-a-dia, fechados em casa ou no escritório, fosse a única forma humana de se realmente viver.

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sábado, 2 de julho de 2016

Férias? Férias! ~

Fazia tempo que não escrevia nada, tanto para cá como para mim mesma. Últimas semanas de junho foram corridas devido às provas finais, mas enfim passaram, e ~acho que~ tenho o mês inteiro para aproveitar agora.

Não sei direito o que farei. Confesso que precisar descansar não preciso, pelo menos não de 30 dias, uns 3 bastam. Não demoro para me recompor de uma bateria de estudos, e nem estou mentalmente cansada porque, convenhamos, mal fui para as aulas esse semestre devido àquele desânimo que me abateu desde Abril.

Costumo me entediar muito fácil quando não tenho o que fazer, por isso, preciso arranjar algumas atividades/objetivos para essas férias (melhor ainda se for ao ar livre. Não gosto de ficar muitos dias consecutivos "enfornada" em casa), ou vou surtar antes mesmo de chegar no quinto dia útil. Além disso, vou aproveitar para procurar novas coisas para fazer/me entreter durante os dias normais também. Estou precisando MUITO de novos estímulos no dia-a-dia, pois minha vida anda muito parada e igual. Essa mesmice me deprime.

Talvez esse mês eu consiga criar contos novos. Saudades de escrevê-los. Afastei-me um pouco da escrita (mas não da leitura, ainda bem), porém, pretendo retornar nesse período de férias. Não estava com muuuuita vontade nessas últimas semanas de criar porque estava focando os pensamentos na minha carreira, muitas dúvidas ainda sobre que caminho seguir dentro da Veterinária.

Enfim, postagem aleatório porque sim. Só fiquei com vontade de digitar. 

As férias mal começaram, mas no fundo, não vejo a hora do segundo semestre começar de vez. 

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Resenha: "A Morte de Ivan Ilitch", de Lev Tolstói


Deve fazer seis anos desde que li um livro de um russo pela última vez, lembro que ainda estava no cursinho quando peguei “Noites Brancas”, de Dostoiévski. À propósito, um conto excelente. Ainda me recordo da narrativa, da tristeza do personagem, porém, não me identifiquei tanto como nessa novela de Tolstói.

Como o próprio título já diz, esse livro conta a história de Ivan Ilitch antes de sua morte. Talvez, saber apenas isso não é muito atraente para fazer alguém ter vontade de ler. “Uau, fala da vida de um cara aleatório”. Porém, o que surpreende ao decorrer da novela é a sensibilidade colocada em cada linha.

Ivan Ilitch era um juiz super dedicado à carreira, admirado pelos colegas (e invejado por outros), ganhava super bem, vivia entre a alta sociedade, no meio de pessoas de posição elevada, era casado, tinha filhos, etc. Um dia, enquanto arrumava seu novo apartamento, sofre uma queda e se machuca. Entretanto, achando que não foi nada, continua seguindo a vida normalmente. Acontece que dessa batida, um grave problema de saúde surgiu, e é aí que a escrita de Tolstói começa a fazer sua magia.

Ao decorrer dos capítulos, acompanhamos Ivan se aproximar da morte. Ele vai definhando dia após dia, sofrendo não apenas com a dor no rim e no ceco, mas psicologicamente. Ivan é uma dessas pessoas que nunca achou que morreria. Ou melhor, sabia que sim, mas não dessa forma e não tão cedo. É aquele tipo de situação que sabemos que ocorrerá com todo mundo, mas temos a impressão de que só atinge os outros. As dores que a doença lhe proporciona são imensas, mas nada dói mais do que ver o descaso das pessoas ao seu redor.

Ao ficarem sabendo de sua situação, e vendo-o cada vez mais debilitado, seus colegas e “amigos” se preocupam mais em quem ficará com seu cargo no serviço; sua esposa e filha não sentem a mínima compaixão, e ainda o culpam por estar nessa situação e por virar um problema na vida delas; os médicos (todos renomados) são mais indiferentes ainda ao que ele pensa ou sente, observando-o e tratando-o como um mero pedaço de carne apodrecendo. É surpreendente como você capta bem essas indiferenças e falta de empatia, chegando a se incomodar com toda a situação. O único que o faz se sentir humano é um empregado da casa.

A cada página, Ivan reflete sobre sua vida, tenta buscar nas lembranças momentos de felicidade para esquecer a dor, até que percebe que quase não teve momentos realmente felizes. Tudo o que conquistou não foi por puro desejo pessoal. Seu destaque na profissão e sua conduta foram sempre baseadas no que as pessoas de alto nível aprovariam e julgariam como corretas; seu casamento só ocorreu porque a sociedade também apoiava. O jeito que Tolstói escreve faz a gente pensar se estamos felizes com a vida que temos hoje, mas sem parecer com aqueles livros de auto-ajuda. 

Se você soubesse que iria morrer em poucos dias, estaria satisfeito com o que viveu até então? Com o modo que resolveu viver cada dia? Ivan várias vezes chega a achar que a doença o acometeu porque teve uma vida “imprópria”. Repensa várias vezes sobre tudo, e vai criando cada vez mais repulsa pelas pessoas que insistem em fingir (mesmo que descaradamente) que sua situação não é grave, talvez para não se sentirem mal e não amargarem a própria felicidade. Preferem agir e falar como se fosse algo pequeno e passageiro, e não que a vida dele está para acabar. Sério, cheguei a sentir pena de Ivan (e pena era algo que ele até queria que sentisse por ele, pois seria muito melhor do que essa indiferença).

“A Morte de Ivan Ilitch” é uma experiência sensacional. Até o momento, os russos me mostraram que sabem falar de sentimentos. Essa é uma história um tanto pesada (no sentido do efeito que lhe proporciona, não na fluidez do texto), curta (meu livro tem apenas 76 páginas), mas envolvente, que desperta suas emoções e empatia. Tolstói soube fazer com que a angústia de Ivan atravessasse o livro e atingisse o leitor profundamente.

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Os talentos agraciados pela pobreza ~

Quando se é pobre tem que ser criativo! Taí uma sabedoria que nunca vou esquecer. E principalmente, não deixa de ser esquecida, sobretudo nos momentos da vida em que o dinheiro está curto.

Otimista como uma boa sagitariana, tentei ver o lado bom dessa situação. Estando ciente que é praticamente impossível no momento conseguir alguma fonte de renda a mais, adicionado ao fato de que faz dois anos que quero mudar a cara do meu quarto, e ainda que sou uma doida por cosméticos/maquiagem, tive que buscar uma solução para manter isso tudo sem comprometer o bolso da casa.

Bem, desde criança fui incentivada a realizar trabalhos manuais. Sabe aquele negócio de criar brinquedos e afins utilizando sucata? Reaproveitar tudo o que não usa ou vai pro lixo para transformar em algo útil? Pois bem, com base nisso que tenho pensando em algumas “criações”. Busquei na internet alguns DIY com coisas que temos em casa sobrando.



Nisso, me veio a ideia ~ e paciência ~ de fazer adesivos de parede com Contact, utilizar vidrinhos vazios de esmalte para fazer mini-vasinhos decorativos, porta-bijuterias, porta-recados e aqueles enfeitezinhos que vai areia colorida dentro (decorado com um lacinho por fora ou algo do gênero), customizar algumas caixas vazias para virarem separadores ou porta-trecos, etc.





Juntamente com essas ideias, não podia faltar minhas personalizações de cadernos! Desde o ensino médio gosto de personalizar as capas dos meus cadernos da maneira que eu gosto. Dessa vez, imprimi umas imagens coloridas e encapei. Antigamente fazia colagens de várias imagens, adicionada aquelas estrelinhas e corações tipo lantejoulas, cola glitter e blá.



Origamis também são bem-vindos. Apesar de ter vários marca-páginas que ganho por aí, sempre é mais divertido ter um feito por você mesmo. Com eles também dá para fazer aqueles enfeites de pendurar no espelho (ou aonde achar que deve).







A Internet é um espaço espetacular, dá para achar ideias e tutoriais de praticamente TUDO! Não apenas desses utensílios artesanais de decoração, mas também váários DIY de personalização de roupas (caso queira algo novo no guarda-roupa sem gastar em peças novas, porque convenhamos, as roupas andam MUITO caras), de acessórios, dicas de organização para otimização de espaço(ainda mais agora que os ambientes, principalmente apartamentos, andam cada vez menores), velas e outros enfeites aromáticos, etc. Com um pouco de pesquisa e paciência, é possível aprender várias coisas diferentes e divertidas. Vale a pena dar uma explorada por aí.

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Um breve monólogo de fim de mês ~


Semestre está passando mais rápido do que eu esperava! Parece que já vivi TANTA coisa esse ano que é difícil acreditar que foram apenas 5 meses de um ano. Pensando bem, 152 dias são MUITOS dias, e realmente, se muita coisa pode acontecer em uma semana, em 23 nem se fala.

A sensação que tenho é que voltei do interior há pelo menos 1 ano, e não 2 meses. As lembranças de Pirassununga parecem-me tão distantes, difícil aceitar que 60 dias atrás eu ainda estava lá. Devo ter comentado anteriormente que essa estadia no interior sempre foi muuito esperada por mim, desde o dia que fui fazer minha matrícula na USP e descobri que teria que ficar um semestre estudando lá. Seria a primeira vez que ficaria morando em outra cidade para estudar. A ansiedade era alta, não tinha a mínima ideia de como seria, se ia gostar ou não. Pensar em ficar longe de tudo e todos parecia assustador, porém, ao mesmo tempo, ter toda aquela tranquilidade, estar numa fazenda entre mato e animais, num lugar pacato em que não há um psicopata em cada esquina como em Sampa, me agradava bastante. E sim, no final, foi maravilhoso! De início sentia falta da cidade, mas não demorou muito para NÃO querer voltar mais. Muito pelo contrário: mal chegava em Sampa nos finais de semana, via aquela loucura toda e a selva de pedra, e imediatamente sentia vontade de dar meia volta e retornar para o campo.

Pois é, infelizmente o tempo voou, trazendo-me de volta “à realidade”, que é essa minha vidinha em Guarulhos/São Paulo. Curiosamente, passei a gostar mais de onde moro, só Sampa mesmo que continuou a me incomodar. Talvez porque aqui em Guarucity, mesmo já sendo beeem urbanizada e não sendo nem um pouco perfeita, ainda não chega aos pés do fuzuê que é a grande metrópole. Além disso, foi aqui que nasci e cresci, tendo um bocado de boas memórias por essas ruas.

Bom, voltei em Abril, e até hoje tenho a impressão de que não voltei completamente. Pode ser que seja simplesmente porque mudei após essa experiência estudando fora: minha cabeça é outra, minha visão perante as situações e ambientes por aqui são diferentes. Não encontrei uma paz interior ainda. Não que eu odeie tudo desse lugar, longe disso, já me “readaptei” bastante. PORÉÉÉÉÉÉM, quero mais. Assim como lá em Pirassununga, quero encontrar por aqui lugares em que eu possa descansar a mente, relaxar nas horas livres, executar meus hobbies sem preocupações, achar portos-seguros para respirar e diminuir o ritmo. Infelizmente por aqui devo ter mais cautela, por exemplo, não posso sair por aí tirando fotos como lá, despreocupadamente, sem o grande risco de alguém passar e me roubar a câmera. Querendo ou não, não dá para baixar a guarda completamente para apenas me descontrair.

Espero que em Junho eu consiga resolver o que falta desses descontentamentos. Haja diálogos (ou monólogos) internos para conseguir me entender e me redescobrir. Confesso que não estou sabendo direito, com exatidão, que tipo de pessoa sou e quem é Vivian Kida. Saí de Guarulhos em Agosto de 2015 sabendo, e voltei me vendo como uma incógnita. Não sou fã de ficar na ignorância, pior ainda se for à respeito de minha própria pessoa.

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